<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418</id><updated>2012-01-30T18:37:23.989-08:00</updated><category term='Beatles'/><category term='Simone Dutra'/><category term='Repente Rap Repente'/><category term='jornalismo'/><category term='Marku Ribas'/><category term='kill bill'/><category term='Preconceito'/><category term='Música Minas'/><category term='Public Enemy'/><category term='Zé Brown'/><category term='Beat Street'/><category term='Política externa'/><category term='Palmares'/><category term='Zumbi'/><category term='tolerância'/><category term='Cracolândia'/><category term='Spike Lee'/><category term='Lanterna Verde'/><category term='cultura'/><category term='Música Brasileira'/><category term='Roger Deff'/><category term='Skowa'/><category term='Humor'/><category term='Ganjaman'/><category term='José Serra'/><category term='Rejane Ayres'/><category term='eleições 2010'/><category term='Retrospectiva 2010'/><category term='This is it'/><category term='Frank Sinatra'/><category term='Arthur C Clarke'/><category term='quadrnhos'/><category term='11 de setembro'/><category term='ética'/><category term='Persepólis'/><category term='Dokttor Bhu e Shabê'/><category term='Under Pop Pulp Fiction'/><category term='Geraldo Alckmin'/><category term='O Edificio'/><category term='Newton Paiva'/><category term='Humanidae'/><category term='terrorismo'/><category term='Duelo de mcs'/><category term='PUC'/><category term='Literaura'/><category term='Estupro'/><category term='Minas Gerais'/><category term='Paralaxe'/><category term='Barack Obama'/><category term='Bugaloo'/><category term='Pedro Marcos Mendes Pinto'/><category term='Spectreman'/><category term='Irã'/><category term='Lenis Rino'/><category term='Ray Charles'/><category term='avaliação'/><category term='hip-hop'/><category term='2011'/><category term='Identidade'/><category term='Brasil'/><category term='Julgamento'/><category term='Bóris casoy'/><category term='Política cultural'/><category term='Indignação'/><category term='Sadam Hussein'/><category term='Run DMC'/><category term='BBB'/><category term='Governo Lula'/><category term='Fórum da Música de Minas Gerais'/><category term='Method Man'/><category term='Marina Machado'/><category term='Dia da Consciência Negra'/><category term='Lacarmélio'/><category term='Piadas'/><category term='James Brown'/><category term='Zeca Baleiro'/><category term='Unidades Pacificadoras'/><category term='Quadrinhos'/><category term='Ditadura militar'/><category term='Will Eisner'/><category term='Marjane Sartrapi'/><category term='direitos humanos'/><category term='Inadequado'/><category term='George W Bush'/><category term='Mídia'/><category term='Violência policial'/><category term='Caneça de Pipa'/><category term='Luiz Inácio Lula da Silva'/><category term='Estados Unidos'/><category term='Wu Tang'/><category term='educação'/><category term='Belo Horizonte'/><category term='Rafael Campos'/><category term='Alexandre de Cena'/><category term='Rio de Janeiro'/><category term='Graphic Novel'/><category term='Noruega'/><category term='Gabriel o Pensador'/><category term='Pinheirinho'/><category term='Celton'/><category term='Osama Bin Laden'/><category term='Retrato Radical'/><category term='Fight The Power'/><category term='Dilma Roussef'/><category term='Linux'/><category term='PT'/><category term='Rei do Pop'/><category term='Favelas'/><category term='Curumin'/><category term='Música pop'/><category term='Michael Jackson'/><category term='Di Melo'/><category term='Lapa'/><title type='text'>No foco</title><subtitle type='html'>Este é o meu espaço de discussão e reflexão. Onde exponho boas idéias e aquelas nem tão boas assim.
De cinema, quadrinhos, música e política, enfim, profusão de idéias.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-6570040990569496578</id><published>2012-01-30T18:23:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T18:37:24.004-08:00</updated><title type='text'>Conceição</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-q9J4hOyQ7Ow/TydSUEvTlAI/AAAAAAAAAIY/nSCbBzcbBLY/s1600/Mam%25C3%25A3e%2Be%2Beu.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-q9J4hOyQ7Ow/TydSUEvTlAI/AAAAAAAAAIY/nSCbBzcbBLY/s320/Mam%25C3%25A3e%2Be%2Beu.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703617957911041026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É engraçado como crescemos a passamos uma boa parte de nossas vidas sem nos dar conta de quem realmente são nossos pais, ou melhor sem compreendê-los enquanto as pessoas que eles são. Sem querer me arriscar com minha psicologia barata, mas acredito que isso se deve ao fato de passarmos muito tempo com uma ideia preconcebida de quem eles são. Enfim, são figuras que se encontram completas em nossas mentes, e durante um período considerável os enxergamos como indivíduos sem falhas, verdadeiros arquétipos. Depois os consideramos obsoletos, porque o comportamento “descolado” dos colegas de adolescência se revela muito mais interessante.  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Passada essa fase turbulenta de hormônios em agitação e compreensão do mundo (essa última não cessa nunca) passamos a vê-los como são, como pessoas. No entanto,  a idéia maternal/ paternal mantém uma barreira que nos impede de ver a totalidade da pessoa por trás daquela figura a quem aprendemos a respeitar. Minha mãe, Conceição Francisca Dias, se encaixa na descrição. Exemplo de luta, ela veio cedo para Belo Horizonte trabalhar como diarista para garantir o sustento e foi com esse suor que ela conseguiu criar os três filhos. Digna de admiração, com certeza. Eu sempre soube disso, mas ela ainda me surpreende. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Ela, assim como milhares de brasileiros vindos da zona rural, não teve a oportunidade de estudar, as circunstâncias da vida não lhe deixaram escolhas. Entre os três filhos sou o único que ingressou em uma faculdade. São outros tempos, época em que os estudos se tornaram mais acessível, mesmo assim sei que pertenço a uma estatística pequena de negros que conseguem alcançar a formação superior, ainda que com uma base escolar deficitária. Certa vez minha mãe, dona de uma sabedoria empírica e um olhar muito mais atento à realidade que muita gente “instruída”, comentou o quanto se realizava através dos meus estudos. E ela não referia-se ao dinheiro que eu poderia vir a ganhar, mas à possibilidade de expressão que ela nunca tivera e eu poderia ter. Ele compreendia muito bem o valor simbólico vindo do conhecimento e me disse o quanto era ruim não poder “dizer” as coisas e participar de determinadas discussões, simplesmente por não saber o que e como dizer. Encerrou a fala enfatizando que estava feliz por eu ter a oportunidade que ela não teve, de intervir, participar... &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;A cada nova conversa eu aprendia um pouco mais sobre aquela pessoa, de quem eu julgava erroneamente saber tudo, e aprendia mais sobre mim também. Mas de tudo, o mais importante é que, apesar das privações, minha mãe desenvolveu uma visão de mundo humanista, com valores que muita gente só cultiva superficialmente, talvez até para atender a uma exigência social. Ela se ressentia por não ter nos dado mais, e eu a corrijo sempre, porque ela nos deu muito. Teto, educação e as condições para que eu pudesse escolher o caminho que escolhi, além do exemplo e a inspiração para que não desistíssemos diante de qualquer dificuldade, tanto ela quanto minha tia Luzia, minha segunda mãe. Eu não poderia ter sido criado por pessoas melhores.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mãe sempre tem razão, mas devo discordar, de novo, quando ela diz que não sabia o que e como dizer. Ela e minha tia estão entre as pessoas mais sábias que conheci ao longo da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-6570040990569496578?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/6570040990569496578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=6570040990569496578' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6570040990569496578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6570040990569496578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2012/01/conceicao.html' title='Conceição'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-q9J4hOyQ7Ow/TydSUEvTlAI/AAAAAAAAAIY/nSCbBzcbBLY/s72-c/Mam%25C3%25A3e%2Be%2Beu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-3540481839903133865</id><published>2012-01-29T19:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T09:55:41.913-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pinheirinho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Geraldo Alckmin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cracolândia'/><title type='text'>Um câncer chamado especulação imobiliária (vide Cracolândia e Pinheirinho)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Q88Sgy5vjlw/TyYUwdEqhTI/AAAAAAAAAIM/DrOM8Fr9v0c/s1600/reitegracao-pinheirinho-3-hg-20120122.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Q88Sgy5vjlw/TyYUwdEqhTI/AAAAAAAAAIM/DrOM8Fr9v0c/s320/reitegracao-pinheirinho-3-hg-20120122.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703268800781780274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O governo de São Paulo tem feito por merecer as alcunhas que recebeu nos blogs e redes sociais. A gestão de Geraldo Alckmin se mostra cada dia mais fascista e retrograda. Absurdo o tratamento dado aos viciados da cracolândia paulistana, relatos de violência desnecessária utilizada pelos policiais pipocam nas redes. O que é, nitidamente, um problema de saúde pública foi transformado em um caso de enfrentamento policial, infringindo mais sofrimento àquelas pessoas. O plano mirabolante consistia em privar os viciados da droga e do lugar onde a utilizavam forçando-os a procurar ajuda, o que consequentemente reduziria o consumo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; Inflamando ainda mais a situação, a operação se mostrou atabalhoada quando vários viciados não conseguiram se internar ao procurarem a tal ajuda anunciada. A cidade não contava com a infraestrutura necessária para receber os usuários, o que só me leva a concluir que não houve de fato preocupação em preparar clínicas de tratamento em quantidade o suficiente para a demanda. Ao que tudo indica, a medida tem cunho meramente higienista, ou seja, a intenção é “limpar” aquela região da cidade para valorizar os imóveis. Tudo em nome de um câncer chamado especulação imobiliária. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O massacre de Pinheirinho, comunidade onde moravam mais de seis mil pessoas, em São José dos Campos, foi outra ação equivocada de Alckmin e Cia. A tropa de choque foi enviada para restituir a propriedade a &lt;span style="font-size:10.0pt;line-height:115%; font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:#555555"&gt;Naji Nahas&lt;/span&gt;, empresário que, segundo informações, deve milhões à prefeitura de São Paulo. Tanto Geraldo Alckmin quanto Eduardo Cury, respectivamente, governador de São Paulo e prefeito de São José dos Campos, são agora responsáveis por um dos episódios mais emblemáticos no que diz respeito à violação de direitos humanos em nossa história recente.  Os relatos são assustadores e vão de espancamentos a óbitos, incluindo uma criança de 4 anos que teria falecido após ser atingida por uma bala de borracha no pescoço. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O episódio indescritível e inominável para mim, custou caro para a imagem política do governador e do prefeito, é o tipo de mancha difícil de esconder. Agora que o estrago foi feito, ambos anunciam a construção de casas populares para abrigar pessoas pobres da cidade, o que poderia ter sido feito antes e sem nenhuma intervenção militar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Choca? Sim e muito, mas tão surpreendente quanto isso é notar que uma boa parcela da população apóia o que aconteceu lá. Não foram poucos os comentários que li na internet em que as pessoas diziam concordar com o que foi feito, tudo baseado na defesa da “propriedade privada”, com argumentos do tipo: “imagine se invadem a sua casa, você concordaria?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O grau de individualismo e ignorância chega a ser tão extremo que o sujeito não consegue diferenciar um latifúndio que foi utilizado para uma função social, não entro aqui em discussões legais, de uma propriedade que de fato é a moradia de alguém. Muito menos se dá conta de que cerca de seis mil pessoas estão agora desabrigadas e com marcas profundas em seus históricos pessoais. Como se não bastasse a pobreza, esses cidadãos foram tratados como criminosos e, por mais que a reintegração de posse estivesse dentro da Lei, a ação truculenta e irresponsável não se justifica. Era uma obrigação do Estado estabelecer um canal de diálogo e encontrar uma solução pacífica. O Brasil reforçou aqui sua conhecida tradição de ojeriza aos movimentos sociais e tratamento violento para as camadas mais pobres. Repressão, porrada e cadeia para quem não se enquadra ou abaixa a cabeça. Histórias como a de Canudos, registrada no romance de Euclides da Cunha, parecem se repetir e é incrível o quanto a situação se mantém praticamente inalterada, não importa o quanto avancemos em outros aspectos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-3540481839903133865?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/3540481839903133865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=3540481839903133865' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3540481839903133865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3540481839903133865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2012/01/um-cancer-chamado-especulacao.html' title='Um câncer chamado especulação imobiliária (vide Cracolândia e Pinheirinho)'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Q88Sgy5vjlw/TyYUwdEqhTI/AAAAAAAAAIM/DrOM8Fr9v0c/s72-c/reitegracao-pinheirinho-3-hg-20120122.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5870242612491236495</id><published>2012-01-17T19:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-26T06:20:30.464-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inadequado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estupro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BBB'/><title type='text'>Inadequado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hxZowOJV8l4/TxY9eBpXsLI/AAAAAAAAAIA/C4_J29xxWc8/s1600/tvgloboaliena.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 133px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-hxZowOJV8l4/TxY9eBpXsLI/AAAAAAAAAIA/C4_J29xxWc8/s320/tvgloboaliena.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698809964531265714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O recente caso do suposto estupro no BBB, envolvendo os participantes Daniel (31) e Monique (23) trouxe à tona, de maneira ainda mais evidente, algumas facetas nada dignas de orgulho do nosso comportamento.  Há quem diga que Monique é culpada pelo que aconteceu, como se tivesse dado permissão para o abuso sexual, opinião que revela um dos lados mais repulsivos do machismo tão vigente no país. Do outro lado, há quem associe a conduta, sem dúvida condenável, de Daniel à sua condição de negro, o que evidencia outro preconceito profundamente arraigado em nossa cultura e que se mantém velado na maior parte do tempo, mas se mostra de maneira desavergonhada em momentos assim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tão ruim quanto tudo o que foi citado até aqui é o comportamento da mega corporação televisiva que transmite o reality show no Brasil. A Rede Globo tentou até o último momento ignorar o que aconteceu e só tomou uma posição quando viu que não tinha como ignorar a opinião pública, vide o caso da marcha pelas &lt;b&gt;Diretas Já&lt;/b&gt; em 1984, quando a emissora disse de maneira clara que era tudo parte das comemorações do aniversário de São Paulo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Daniel está fora da casa e já responde moralmente por seu erro, aguardando agora as devidas sansões legais. A nota da Rede Globo classifica o comportamento de Daniel como “inadequado”. Correto. Mas  não deixa de ser irônico, principalmente vindo do canal de TV que promove e veicula um &lt;i&gt;reallity show&lt;/i&gt; que propicia o que há de mais degradante no comportamento humano, e vende isso como uma espécie de padrão a ser seguido, uma vez que transforma desconhecidos em celebridades, premiando a super-exposição midiática, super-valorizando atributos  físicos em detrimento de aspectos comportamentais e tornando tudo isso parte do kit de objetos de desejo do cidadão comum. O que é mesmo “inadequado”?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5870242612491236495?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5870242612491236495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5870242612491236495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5870242612491236495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5870242612491236495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2012/01/inadequado.html' title='Inadequado'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hxZowOJV8l4/TxY9eBpXsLI/AAAAAAAAAIA/C4_J29xxWc8/s72-c/tvgloboaliena.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5068579773302791007</id><published>2012-01-10T19:56:00.000-08:00</published><updated>2012-01-15T11:43:13.476-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barack Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política externa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Osama Bin Laden'/><title type='text'>Osama salvaria Obama?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-gLMMTjPDlSY/Tw0Jwsp-VKI/AAAAAAAAAH0/_-qXtpekR4E/s1600/Osama%2BObama.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-gLMMTjPDlSY/Tw0Jwsp-VKI/AAAAAAAAAH0/_-qXtpekR4E/s320/Osama%2BObama.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5696219835919127714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tão perto das eleições presidenciais norte-americanas (novembro de 2012) e aquele otimismo que contagiou a todos na ocasião em que Obama foi eleito parece simplesmente ter desaparecido. Vamos aos fatos: há poucas razões para qualquer otimismo em relação ao futuro político dos Estados Unidos.  O país não tem apresentado indícios de crescimento e sua máquina de guerra começa a lhe custar caro, atingindo uma região sensível0 do Tio Sam, o bolso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Redundante dizer, mas vale lembrar assim mesmo, que W Bush, o antecessor de Obama, havia realizado uma campanha tão ruim que até o estadunidense mais conservador estava ansioso para se livrar dele, logo o mundo respirava aliviado pelo fato de George se despedir da Casa Branca. Isso foi amplificado um milhão de vezes com a possibilidade de o novo ocupante da cadeira presidencial ser um negro- o que era, e é, uma quebra de paradigmas digna de nota -  além de ser do partido republicano, "O" contra-ponto ao que Bush representava políticamente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No entanto, a América continuaria a mesma. Não me lembro de quem foi essa frase mas ela se encaixa perfeitamente no contexto “&lt;i&gt;somos um país muito conservador e não mudaremos tão facilmente&lt;/i&gt;”, Fato! Logo é ilusão imaginar que alguém poderia se sobrepor a toda a história política daquele país e mudar drasticamente sua relação com o restante do mundo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Mas o maior desafio do então novo presidente não se encontrava nos embates bélicos do oriente médio e sim em casa. A economia precisava crescer, era necessário que mais empregos fossem gerados, o que não aconteceu de forma expressiva.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; Hoje a realidade econômica dos norte-americanos é ainda mais grave e isso se reflete em movimentos como o &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Occupy_Wall_Street"&gt;Ocuppy Wall Street&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Tea_Party"&gt;Tea Party&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;. Embora partam de pontos de vista antagônicos (o primeiro situado mais à esquerda e o segundo de uma linha conservadora de direita) os dois movimentos demonstram a insatisfação dos americanos com a stual situação e demonstra a fragilidade financeira do país. Segundo especialistas, a desigualdade social americana é comparável a países da América do Sul e da África. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Como resultado, o eleitorado que deu a vitória a Obama se sente enganado porque o Presidente não pôde reduzir as disparidades sociais, e os mais tradicionalistas, normalmente ligados às elites econômicas do país, anseiam por um sucessor que seja capaz de preservar o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; e os privilégios de alguns grupos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Escrevi há algum tempo que a morte de Osama Bin Laden, ícone máximo do terrorismo após o 11 de setembro, poderia dar vantagens a Obama nas reeleições, mas ao que parece isso não irá comover o povo americano se seus bolsos continuarem vazios. Trocadilho infame, mas pertinente: nem Osama salva Obama.  Piadas a parte, o que assusta é que, no lugar de Obama, a Casa Branca pode receber um republicano ainda mais retrógrado do que George Bush foi, e então teríamos um Estado Americano muito menos disposto ao diálogo do que o que temos hoje. Nada é tão ruim que não possa ser piorado. O contrário também é verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5068579773302791007?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5068579773302791007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5068579773302791007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5068579773302791007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5068579773302791007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2012/01/osama-salvaria-obama.html' title='Osama salvaria Obama?'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-gLMMTjPDlSY/Tw0Jwsp-VKI/AAAAAAAAAH0/_-qXtpekR4E/s72-c/Osama%2BObama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1179936550016888556</id><published>2011-12-13T18:23:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T20:51:52.320-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Identidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Piadas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Apenas uma piada...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Emxtz-oh5EM/TugJXs79tlI/AAAAAAAAAHo/K6KJ5LE9O3U/s1600/sorriso-seduzente-pro-lel-9.png" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Emxtz-oh5EM/TugJXs79tlI/AAAAAAAAAHo/K6KJ5LE9O3U/s320/sorriso-seduzente-pro-lel-9.png" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5685804832359560786" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Minha dificuldade em rir de determinadas piadas tem crescido consideravelmente. Pensei se o problema não seria o meu senso de humor e cheguei à conclusão de que, ou ele não é tão apurado, ou a definição de “piada” da grande maioria anda um tanto distorcida. Definitivamente, não consigo compreender o humor por trás das ditas piadas que desmerecem crenças religiosas minoritárias (candomblé, etc), de teor homofóbico, machista ou mesmo as tais “piadinhas” racistas, com as quais tive que conviver ao longo da vida e sempre ouvindo que não passavam de meras brincadeiras, portanto eu não deveria me importar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E está aí o grande mérito dessas formas “inocentes” de disseminar o preconceito: são apenas “brincadeiras”. Tão inocentes que, na minha infância as tais piadas eram lugar comum na programação televisiva, refletindo de maneira ainda mais aberta uma cultura fascistoide e retrógada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E, se avançamos, pelo menos no aspecto de a TV não se permitir mais algumas aberrações tão explícitas (apenas algumas, porque há uma lista infindável delas), ainda contamos com uma cultura extremamente conservadora e que não permite a presença do “outro”, aquele que difere em aspectos filosóficos, no gênero, na opção religiosa, sexual ou até mesmo no direito de não pertencer a nenhuma religião. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; Ironicamente, nos orgulhamos da liberdade existente no mundo ocidental (em contra-ponto à &lt;b&gt;opressão&lt;/b&gt; do oriente médio – como se aqui &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt; não existisse), mas nos mostramos tão fundamentalistas quanto aqueles a quem costumamos taxar de “atrasados”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quanto às piadas, elas têm perdido, pelo mau uso, as características que as tornam de fato interessantes, além de assimilar aspectos toscos, indo cada vez mais pelo caminho fácil da ofensa gratuita. Uma boa explicação para a letargia atual dos humoristas de plantão: pensar dá trabalho.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1179936550016888556?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1179936550016888556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1179936550016888556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1179936550016888556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1179936550016888556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/12/apenas-uma-piada.html' title='Apenas uma piada...'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Emxtz-oh5EM/TugJXs79tlI/AAAAAAAAAHo/K6KJ5LE9O3U/s72-c/sorriso-seduzente-pro-lel-9.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-8182134287091276030</id><published>2011-11-17T19:00:00.000-08:00</published><updated>2011-12-05T17:58:43.539-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rio de Janeiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Favelas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Unidades Pacificadoras'/><title type='text'>Unidades Pacificadoras?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-279vohTjiUA/TsXLTDLk1gI/AAAAAAAAAHc/J_x8YPRcsAE/s1600/Policia_Pacificadora_300910.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-279vohTjiUA/TsXLTDLk1gI/AAAAAAAAAHc/J_x8YPRcsAE/s320/Policia_Pacificadora_300910.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676166433502189058" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Tenho acompanhado as notícias sobre a ocupação da Favela da Rocinha (Rio de Janeiro) pelas UPPs (Unidade de  Polícia Pacificadora), na chamada “Operação Choque de Paz”. A mesma que  aconteceu meses atrás em outras favelas cariocas (Morro Santa Marta , Cidade de Deus, Jardim Batam , Babilônia e Chapéu Mangueira  etc) expulsando chefes do trafico que residiam naquelas localidades e substituindo o domínio local.  O objetivo das operações é ocupar total e permanentemente os morros para que os traficantes não tenham como retornar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;É fato: a vida dos moradores dos morros (cariocas ou não) nunca foi das mais fáceis. Resultado de anos de abandono do estado, que nunca se preocupou realmente em tornar as comunidades mais seguras para quem vive nelas, e tenho minhas dúvidas quanto à natureza  dessa preocupação agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O mesmo estado que esteve e ainda está ausente em questões básicas como educação, saneamento básico, etc, agora tem que lidar de maneira desesperada com um problema que foge ao seu controle: o crime organizado, que tem alguns de seus representantes sediados nas favelas, e que passa a incomodar principalmente pelo fato de o raio de ação dos criminosos não se restringir às favelas. O problema da violência urbana gerada pelo tráfico atinge o asfalto, a classe média, familiares e amigos de quem detém o poder no país e é a partir daí que a questão passa a ser vista como problema de ordem pública, e não como uma situação isolada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Algo precisava (e precisa ser feito) para deter o tráfico? Claro. Ninguém em sã consciência questionaria isso. Mas questiono as razões por trás das ações, por trás das UPPS. Elas irão realmente promover a paz? Elas foram criadas para beneficiar os moradores ou para impressionar os gringos durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;E, sabendo do histórico conflituoso, pra não dizer extremamente violento, entre a polícia e a população economicamente menos favorecida, me pergunto o que de fato melhorou nas vidas desses moradores. Seria muito acreditar que essa polícia não é a mesma que estabeleceu ao longo das décadas uma relação truculenta e criminosa com grupos marginalizados (não confundir com marginais = criminosos). A mesma polícia que utiliza de violência desnecessária para lidar com meros trabalhadores, suspeitos &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt; por fatores como a localização geográfica, a cor da pele, a conta bancária... tanto faz se é um ou outro fator isolado, mas, se todos coincidirem há na lógica policialesca uma séria possibilidade de o sujeito passar de suspeito à culpado. E o que dizer então do conhecido envolvimento de uma parcela da própria polícia com o tráfico de drogas? O poder não está apenas mudando de mãos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Assistimos ao espetáculo televisivo da invasão ao Morro Santa Marta, à Cidade de Deus, à Favela da Rocinha, etc. A população (de fora das favelas, lógico) aplaudiu com a mesma empolgação de quem assiste a um filme holliwoodiano, legitimando a reação do estado ao crime organizado, que talvez fosse desnecessária se esse mesmo estado se fizesse presente em outros aspectos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;No que diz respeito à cobertura da grande imprensa, me parece que um lado muito importante da história não foi ouvido e, se foi, me parece que foi sub-valorizado: o lado dos moradores. O que eles acham? Com certeza estão felizes com a saída dos traficantes, mas a presença permanente da força de repressão do estado também não é incômoda? Saem homens armados e entram outros homens armados, e realmente não sei o que é pior para aquelas pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Há relatos vindos das favelas “pacificadas” abordando a relação de poder estabelecida entre as UPPs e os moradores, chegando ao ponto de os policiais impedirem os moradores de ouvirem suas musicas, coibindo manifestações culturais, calando inclusive vozes contrárias às suas presenças. Moradores descontentes têm protestado, insatisfeitos com a atual situação, protestos cuja repercussão não encontra eco na grande mídia, salvo veiculos independentes de menor alcance, mas importantes para apontar essa contradição.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt; Muitos diriam que esse é um “mal necessário”, mas as mudanças que precisam acontecer tem que ser mais profundas e de outra ordem. A Ocupação dos morros pelas tropas é um paliativo que "resolve" uma questão, por um tempo determinado, e cria a médio e longo prazo outro tipo de problema. As causas do crime, do tráfico são diversas e profundas e não é a ocupação armada que resolverá a questão. A restrição à liberdade também é um tipo de violência, que gera outras formas de violência.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Passadas as Olimpíadas e a Copa do Mundo o que acontecerá? Todo esse valor investido não poderia ser utilizado para melhorias concretas nas vidas dos moradores das vilas e favelas do Rio? O governador Sérgio Cabral (PMDB) agora é visto como herói, mas de quem e por quanto tempo?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-8182134287091276030?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/8182134287091276030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=8182134287091276030' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8182134287091276030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8182134287091276030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/11/unidades-pacificadoras.html' title='Unidades Pacificadoras?'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-279vohTjiUA/TsXLTDLk1gI/AAAAAAAAAHc/J_x8YPRcsAE/s72-c/Policia_Pacificadora_300910.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-6596979889907661360</id><published>2011-08-07T18:44:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T20:22:52.585-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música Brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Di Melo'/><title type='text'>Nada é impodível com Di Melo, O Imorível</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Rogério Dias&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 179px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5638296744270200114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WBoVoAX8Tso/Tj9BBBR3fTI/AAAAAAAAAHU/-DP7Ztz-waw/s320/di-melo.jpg" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Responsável por um dos mais cultuados discos da “Black music” brasileira, o pernambucano Roberto de Melo Santos, mais conhecido como Di Melo, volta aos palcos e estúdios após um misterioso afastamento de 35 anos, o que gerou os mais variados boatos, com versões que afirmavam até mesmo a morte do músico. Mais vivo do que nunca, Di Melo assume a alcunha de "O imorrível" e retorna com um pacote completo que inclui o relançamento do seu antológico (e ainda único) álbum, publicado originalmente pela EMI, em 1975, e um documentário que conta essa impressionante história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Residindo atualmente em São Paulo, o cantor e compositor Di Melo acumulou em suas três décadas de reclusão, fãs de várias partes do mundo, mais de 400 canções e diversas especulações sobre o seu desaparecimento. Quando perguntado sobre a razão de ter lançado um único LP ele não titubeia. “Em algum momento da minha carreira o que eu queria fazer não estava sendo feito, e o que queriam me impor eu não queria aceitar, então eu meio que me esquivava”, conta, referindo-se, talvez, às pressões artísticas das gravadoras na época em que gravou o seu disco de estreia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas outros fatores foram ainda mais determinantes para que Di Melo saísse de cena, “entre elas o fato de eu ter músicas estouradas nos discos do Vando e do Jair Rodrigues. O meu próprio disco tocava o tempo inteiro, saía de uma rádio e ia para a outra. Quando fui receber meus direitos autorais tinham apenas onze cruzeiros. A partir daí eu me desencantei. Não que eu estivesse focado apenas no dinheiro, mas era muita trabalheira pra absolutamente nada, então eu me senti como se estivesse assinando diploma pra otário”, lamenta. Apesar disso, o músico afirma que jamais se afastou das artes, com centenas de canções criadas e dois livros que, de acordo com ele, só não foram publicados devido à falta de patrocínio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O Imorrível entre as dez maiores vozes do planeta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Corroborando o senso comum que diz que nossos artistas costumam ser mais valorizados lá fora, Di Melo conta sobre o seu disco, encontrado a venda na Holanda pelo valor de 700 Euros. Os amigos sempre o informavam sobre a popularidade de suas músicas em outros países, de como os DJs e colecionadores haviam”redescoberto” seus grandes sucessos. “Eu costumava brincar que conheci quatro cantores: Frank Sinatra, Pavarotti, Toni Beneth e eu (risos). Certa vez um amigo me ligou de Londres, às 8 horas da manhã, e me disse assim: ‘Di melo meu velho, saiu uma pesquisa apontando você como uma das dez melhores vozes da música mundial, mas é uma pena que você morreu em um acidente de moto, após ter gravado um único disco, épico, com os grandes músicos da música brasileira”, conta orgulhoso ao referir-se ao LP que conta com participações de nomes ilustres como o multi-instrumentista Hermeto Pascoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todas as histórias, o boato a respeito do acidente de moto que teria tirado sua vida é o que mais se aproxima da verdade, a não ser pelo fato de que Di melo permanece vivo. De acordo com ele, o tal acidente foi grave e custou “fábulas” para que sua recuperação se completasse. Juntando isso ao seu afastamento do mercado fonográfico, vieram as várias versões sobre o que teria lhe acontecido, e a notícia mais recorrente dava conta do óbito do cantor. “Daí eu disse: morri e esqueceram de me avisar. Como eu já havia criado a frase ‘Nada é impodível com Di Melo..’ daí veio o ‘imorrível’, completa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Próximos passos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com energia renovada, Di Melo conta sobre a boa receptividade que vem recebendo por parte do público jovem e da imprensa especializada, além do aguardado documentário “Di Melo – O Imorrível”, resultado do trabalho realizado por Alan Oliveira e Rubens Pásaro. O filme aborda a carreira do cantor a partir dos pontos de vista de nomes como Simoninha, Nelson Motta e Charles Gavin. Alé do relançamento em CD do seu álbum, O Imorrível promete também novos discos mostrando um pouco do que ele tem feito nas últimas décadas. E quem viver, verá. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-6596979889907661360?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/6596979889907661360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=6596979889907661360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6596979889907661360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6596979889907661360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/08/nada-e-impodivel-com-di-melo-o-imorivel.html' title='Nada é impodível com Di Melo, O Imorível'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-WBoVoAX8Tso/Tj9BBBR3fTI/AAAAAAAAAHU/-DP7Ztz-waw/s72-c/di-melo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5489013749830457536</id><published>2011-07-26T20:57:00.000-07:00</published><updated>2011-08-08T20:19:48.484-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preconceito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humanidae'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tolerância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Noruega'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terrorismo'/><title type='text'>Mais ou menos...humanos?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-Jxet5s5NOzQ/TjGWyEWOVHI/AAAAAAAAAHM/pypjgPidun8/s1600/diversidade-238x204.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 238px; FLOAT: left; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5634450395721782386" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Jxet5s5NOzQ/TjGWyEWOVHI/AAAAAAAAAHM/pypjgPidun8/s320/diversidade-238x204.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada vez que ligo a TV, ou leio as manchetes, encontro situações que me surpreendem, tanto pelo grau da barbárie, quanto pelo nível de intolerância ainda existente, num mundo que muitos consideram evoluído.&lt;br /&gt;Notícias de violência gratuita já são lugar comum na imprensa, como aquela que relatava a história de um pai e um filho que foram atacados durante um rodeio, porque foram confundidos com gays. Como se a opção sexual de alguém fosse justificativa pra esse tipo de violência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O incrível é que para muitos essa é sim uma boa razão e os responsáveis, em sua maioria, não são os pobres, aqueles a quem normalmente são atribuídos os crimes violentos (vide Datena e similares). Os crimes de intolerância costumam vir dos “bem nascidos”, dos que tiveram acesso à educação, aos bens de consumo, e a um repertório cultural que, em tese, deveria fazer deles pessoas melhores. Ledo engano! Isso não aconteceu, e talvez as vantagens tenham dado a essas pessoas o falso senso de superioridade que as orienta a agir assim. Viver em um mundo dominado pelo preconceito e classificações que dividem o planeta entre os “mais ou menos” humanos, de acordo com critérios étnicos e culturais arbitrários é um desafio que tem crescido cada vez mais, principalmente porque, ao contrário da violência gerada pela pobreza e pela exclusão, essa não é gerada pela falta de oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não que uma seja melhor que a outra, mas a violência da qual estamos falando é mais difícil de ser combatida, porque vem justamente de uma certeza absoluta e cegante de que existe um padrão para a orientação sexual, para a cor, para o gênero, e consequentemente, em um nível mais extremo, existe o ódio como resposta a tudo que não se assemelhe ao “padrão”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recentemente assistimos atônitos ao atentado terrorista que vitimou várias pessoas na Noruega e, contrariando uma percepção preconceituosa e errônea, o ato não veio de nenhum muçulmano (como se o terrorismo fosse uma exclusividade deles, ou estivesse intrinsecamente ligado àquela cultura). O atentado veio de dentro e foi motivado pela mesma certeza de superioridade citada anteriormente. O atirador Anders Behring Breivik escreveu um manifesto no qual acusava a Europa de seguir um caminho semelhante ao do Brasil, no que refere-se à miscigenação e mistura de culturas, experiência que ele apontava como a responsável pelos “problemas” e atraso do país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa visão estereotipada, capaz de atribuir mais ou menos humanidade a determinados grupos, fez com que outros garotos “bem nascidos” ateassem fogo ao índio pataxó Galdino Jesus dos Santos em Brasília, além de outros incontáveis crimes contra a vida. Quando entrevistados disseram que pensavam se tratar de um mendigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez o discurso demonstrou claramente a ausência de empatia e a total falta de humanidade, ou “excesso” dela, já que cada vez me convenço mais, salvo raras exceções, de que a espécie é realmente auto-destrutiva. No fim das contas, são as excessões que mantêm minha crença nas possibilidades de mudança. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5489013749830457536?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5489013749830457536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5489013749830457536' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5489013749830457536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5489013749830457536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/07/mais-ou-menoshumanos.html' title='Mais ou menos...humanos?'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Jxet5s5NOzQ/TjGWyEWOVHI/AAAAAAAAAHM/pypjgPidun8/s72-c/diversidade-238x204.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7254342162215162376</id><published>2011-07-14T21:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-27T22:05:01.700-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violência policial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alexandre de Cena'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Indignação'/><title type='text'>Indignação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-aq-HjIClhM4/TiB80GrmHMI/AAAAAAAAAHE/GsT5GzpKKlw/s1600/indigna%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 251px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629636768801627330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-aq-HjIClhM4/TiB80GrmHMI/AAAAAAAAAHE/GsT5GzpKKlw/s320/indigna%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem recebi uma notícia triste pelo facebook. Um texto que contava como o Alexandre de Sena, ator mineiro que estava em Blumenau a trabalho, foi covardemente espancado por policiais. Um detalhe: Alexandre é negro. Não que a truculência policial só atinja negros, mas a forma como ele foi abordado é uma demonstração típica de preconceito, tão naturalizado no Brasil que se torna quase imperceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre estava esperando alguns amigos em um posto de conveniências quando o PM ordenou que ele se retirasse utilizando a frase”vaza negão”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Ele educadamente (e corajosamente também) respondeu que não iria sair dali enquanto os amigos não terminassem suas compras e retrucou a forma desrespeitosa como foi abordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A resposta foi uma série de agressões injustificadas contra alguém que estava desarmado, não representava ameaça de espécie alguma e apenas exigiu o respeito que lhe era devido. O mesmo tratamento raramente seria dado a alguém que se encaixasse no estereótipo dos “dignos” de respeito. É o reflexo claro de um país que ainda se mostra intolerante em pleno século XXI. Racista, para ser mais exato, algo que não se reflete apenas nesse episódio mas em números estatísticos absurdos que melhoram muito pouco a cada ano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma observação minha: conversei com o Alexandre em poucas oportunidades mas sei que se trata de uma pessoa de boa índole. Trata-se de alguém extremamente cortez, que em nenhum momento desacataria ou desrespeitaria qualquer outro indivíduo (independente da patente) mas, como fez muito bem, não se permitiria ser uma vítima gratuita do abuso dessa mesma autoridade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não atenua, mas ele é um caso especial, porque é um negro que pôde estudar, não é vítima, também, da invisibilidade social. E quanto aos vários que sofrem o mesmo tipo de abuso e não tem sequer as ferramentas para denunciar? Ou ainda, não conseguem perceber o quanto esses policiais estão errados, assim como o Fabiano de Vidas Secas, que não podia conceber que uma autoridade estaria errada ao lhe tratar daquela forma, tão violenta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alexandre pelo menos está entre os letrados, entre os que tem acesso à rede, entre os que conseguem notar as diferenças de tratamento que existem por traz da nossa sociedade miscigenada e tão “livre” de preconceitos. Fica a indignação. Mas ela basta? Muda algo?&lt;br /&gt;Apenas ela não! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7254342162215162376?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7254342162215162376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7254342162215162376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7254342162215162376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7254342162215162376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/07/indignacao.html' title='Indignação'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-aq-HjIClhM4/TiB80GrmHMI/AAAAAAAAAHE/GsT5GzpKKlw/s72-c/indigna%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-8631871453077237368</id><published>2011-07-13T21:32:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T20:44:41.367-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Música de Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lapa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belo Horizonte'/><title type='text'>O adeus do Lapa Multshow</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-b9vFtKywkFM/Th5x2pzCJhI/AAAAAAAAAG8/-8OZDq6Wx1I/s1600/lapa.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629061768006477330" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-b9vFtKywkFM/Th5x2pzCJhI/AAAAAAAAAG8/-8OZDq6Wx1I/s320/lapa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No dia 10 de julho, sábado, o Lapa Multshow, importante espaço da cultura musical de Belo Horizonte, encerrou suas atividades. Após mais de 14 anos e uma sériede shows realizados com artistas dos gêneros mais variados, a casa situada no bairro Santa Efigênia deixa de fazer parte das nossas opções de final de semana. Difícil é não se sentir um pouco órfão, principalmente se você, como eu, acompanha de perto o cenário cultura da cidade. O Lapa era mais um dos símbolos do que BH produz de melhor em termo de música, ao lado de lugares igualmente importantes como A obra, Matriz, Bordelo, etc e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, no início do ano, tivemos uma conversa com o Guilardo Veloso (responsável pelo Lapa) e ele nos contou sobre a “ordem de despejo” que havia recebido da imobiliária, começamos a imaginar formas de impedir aquilo. O Lapa iria deixar de ser “o Lapa” para se tornar um supermercado ou coisa que o valha. A cidade inteira sairia perdendo. Para mim, pessoalmente, a perda tinha um peso muito grande. Principalmente pelo fato de o Guilardo ter recebido minha banda para que realizássemos o show de lançamento do nosso primeiro CD, em um esquema de parceria que nós nem imaginávamos que fosse acontecer. E o mesmo foi feito com outros, colocando em primeiro plano, sempre, a relevância da proposta e não a sua capacidade de levar um número x ou y de público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas nos despedimos do Lapa Multshow, palco que recebeu vários artistas locais como Eminence, Renegado, Julgamento (nós), Transmissor, Capim Seco e Pedro Morais (só para citar alguns), e também nomes como Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, Tulipa Ruiz, Lucas Santana e tantos outros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Continuidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi cogitada a possibilidade de solicitar o tombamento do lugar e logo depois pedir à prefeitura que o transformasse em uma espécie de centro cultural, gerenciado pela sociedade civil. A discussão foi levantada e levada adiante e, para surpresa geral, o objetivo foi alcançado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O lugar que durante tantos anos foi o Lapa Mulsthow pode, de fato , continuar como espaço para a divulgação da pluralidade musical e cultural da cidade. Ainda não se pode afirmar como, quando e se isso irá mesmo acontecer, mas a proximidade das eleições foi um fator decisivo, na minha opinião, para que o prefeito apoiasse a causa, principalmente diante do desgaste das suas relações com o setor cultural. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para todos os efeitos, o processo está em andamento. Resta saber se o imóvel, de fato, irá continuar como o lugar em que artistas de diversos segmentos se projetam para um público que, felizmente, têm procurado mais do que é oferecido nas FMs e canais de TV. Só o tempo dirá. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, nosso muito obrigado a Guilardo, Vinícius e toda a equipe que fez do Lapa o que ele foi, um lugar que ficará na memória de quem o conheceu, com seus grandes shows e noites inesquecíveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-8631871453077237368?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/8631871453077237368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=8631871453077237368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8631871453077237368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8631871453077237368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/07/o-adeus-do-lapa-multshow.html' title='O adeus do Lapa Multshow'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-b9vFtKywkFM/Th5x2pzCJhI/AAAAAAAAAG8/-8OZDq6Wx1I/s72-c/lapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-667947992558550855</id><published>2011-05-04T20:39:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T21:15:25.821-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barack Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='George W Bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Osama Bin Laden'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='11 de setembro'/><title type='text'>Bin Laden e os presidentes norte-americanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SIWqTC9KqBY/TcIfZmshruI/AAAAAAAAAGw/e60IjiLrkJw/s1600/bin-laden.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 250px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603075411146813154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-SIWqTC9KqBY/TcIfZmshruI/AAAAAAAAAGw/e60IjiLrkJw/s320/bin-laden.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osama Bin Laden, outrora o terrorista mais procurado do mundo, está morto (ou não).&lt;br /&gt;É o assunto do momento em todos os meios de comunicação, de grandes jornais a blogs despretensiosos como este. Ironicamente os dois últimos presidentes norte americanos devem muito à Osama. Tanto o belicista (e fundamentalista) George “son” Bush, quanto Barack Obama. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Basta avaliar os dois contextos. George estava fadado a entrar pra história apenas como o segundo Bush a ocupar a Casa Branca e, claro, como o presidente norte americano com o menor QI até então, isso sem falar de sua fama como “trombadinha eleitoral”.&lt;br /&gt;Sua sorte mudou com o famigerado ataque às Torres Gêmeas. Daquele dia em diante George Bush assumiu sua legítima vocação de Cowboy texano e passou a brincar de John Wayne com Bin Laden. A guerra deu ao governo Bush alguma relevância para o povo estadunidense.&lt;br /&gt;Em um período dominado pelo medo e pelo ódio, saber que o seu presidente está apto para atirar primeiro e perguntar depois trazia um certo alívio para a população americana. Tanto que as pessoas, em sua maioria, nem questionaram a moralidade de” uma” Guantanamo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Caso de Obama parece seguir um paralelo semelhante. Eleito com euforia após o desastroso governo Bush, Obama foi recebido pelo mundo com entusiasmo. Simbolicamente, ele parecia romper toda a tradição política americana, tanto pelo fato de ser um homem negro, quanto por ser um democrata que aspirava a cadeira que há anos era ocupada pelos republicanos, com tendências mais conservadoras no contexto político americano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obama chegou à Casa Branca com um nível elevado de popularidade, o que não se manteve nos meses que se seguiram já que ele não conseguiu lidar com os problemas econômicos internos, como desemprego e preços altos de bens como a gasolina. Com claras intenções de se reeleger, Obama não contava com o apoio da maioria da população, até o anunciar a morte de Osama Bin Laden, principal nome da Al Qaeda até então. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim como seu antecessor, Bush, Obama pode ter sido beneficiado pela existência de Bin Laden, o que pode lhe garantir um segundo mandato. Com o ufanismo norte-americano mais aceso do que nunca, ele parece ter ganhado pontos consideráveis para a futura corrida presidencial. Só faltou mostrar o tal corpo do Osama.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-667947992558550855?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/667947992558550855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=667947992558550855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/667947992558550855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/667947992558550855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/05/bin-laden-e-os-residentes-norte.html' title='Bin Laden e os presidentes norte-americanos'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-SIWqTC9KqBY/TcIfZmshruI/AAAAAAAAAGw/e60IjiLrkJw/s72-c/bin-laden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7296359346043735044</id><published>2011-03-20T13:14:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T21:07:55.303-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arthur C Clarke'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Desafios da educação e da cultura</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YieWDXlHyIc/TYZgzWER4fI/AAAAAAAAAGg/qsnV0hLWVsA/s1600/livros.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 257px; FLOAT: left; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586258823012803058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-YieWDXlHyIc/TYZgzWER4fI/AAAAAAAAAGg/qsnV0hLWVsA/s320/livros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensar em educação e cultura implica, consequentemente, pensar em pessoas transformadas por estes bens. Vivemos em um país que, apesar do crescimento econômico e do inegável aumento do acesso ao curso superior, ainda sofre um alto nível de déficit educacional. Isso pode ser facilmente percebido na educação básica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O atual modelo de ensino público têm enfrentado diversos problemas que vão dos baixos salários dos professores à baixa qualidade do ensino oferecido aos jovens, que terão que disputar (se conseguirem ao menos disputar) por um espaço no mercado de trabalho, sob supostas condições de igualdade, com quem pôde estudar nas escolas particulares e posteriormente nas boas universidades do país. Em suma, a luta continua desigual. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E aí vivemos a contradição perene: As escolas públicas não fornecem condições para que os jovens consigam ingressar nas universidades públicas e terão em sua maioria, que disputar as vagas nas faculdades particulares, o que ainda constitui um problema a ser resolvido, já que o ensino superior privado tende a ser ocupado justamente pelos que têm menos condições financeiras, isso sob perspectivas otimistas, contando com a possibilidade real de jovens pobres que consigam concluir o ensino fundamental e disputar uma vaga no ensino superior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, as escolas privadas, com salários mais atraentes para professores e em condições de oferecer um ensino mais qualificado, preparam melhor seus alunos que são a maioria dos que ocupam cadeiras nas universidades públicas e nos cursos mais desejados (medicina, engenharia etc). Paradoxal, não? As atuais condições contribuem para que se perpetue o círculo vicioso, que exige das famílias, cujas condições econômicas ainda permanecem precárias, um esforço sobre-humano para superá-las. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As dificuldades em se tratar deste tema tornam-se ainda mais profundas, principalmente sob a ideologia do made-self man, que diz que há oportunidades iguais para todos e, portanto, cada indivíduo é responsável pelo próprio sucesso ou fracasso, em uma perspectiva individualista que ignora todo e qualquer contexto social e econômico e serve de suporte para as vendas crescentes dos livros de auto-ajuda, e transformam nomes como Lair Ribeiro em verdadeiros gurus modernos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste quadro o acesso à cultura, aos livros, ao conhecimento é algo libertador. Para além das questões referentes à erradicação das disparidades sociais (onde a educação se mostrou um dos caminhos mais eficientes), a cultura permite aos indivíduos a possibilidade de escolha, de questionamento e afirmação de identidade. E, talvez, até mesmo de compreensão do “Outro”, embora isso nem sempre ocorra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Arthur C Clarke, escritor de ficção científica falecido em 2008, conhecido principalmente por seu livro 2001: Uma Odisseia no Espaço, que foi adaptado para o cinema pelo diretor Stanley Kubrick, escreveu em um de seus livros lançados na década de sessenta (Perfis do Futuro), sobre uma espécie de biblioteca global, onde todo o conhecimento humano estaria acessível a todos. Não é preciso muito esforço para traduzir essa “previsão” e compreender que ele falava da internet, embora obviamente não soubesse disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que Clarke não poderia “prever” é que as possibilidade quase ilimitadas de acesso não resultariam, necessariamente, em aumento de repertório cultural. Temos que lidar com outras questões mais amplas ainda, a exemplo de algumas mudanças de âmbito cultural, como o fato de nos tornarmos cada vez mais uma sociedade de imagens, com jovens que consomem menos livros e cada vez mais habituados a pílulas de informação, o que os distancia muitas vezes da possibilidade de pensamento crítico e reflexivo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trata-se do cenário perfeito para a apatia política e social, bem como a constituição do público ideal para as respostas fáceis fornecidas por aproveitadores religiosos e dos já citados livros de receita para o sucesso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar do aparente pessimismo deste texto, é perceptível o fato de que estamos avançando em muitos aspectos e que o horizonte parece ser muito mais promissor do que aquele que podíamos visualizar há cerca de uma década atrás, mas ainda há muito a ser feito, principalmente se considerarmos que nem todas as mudanças são para melhor e que, ao mesmo tempo, não existe a tal “situação ideal”, o que temos é a busca constante por melhores condições e lutas que resultam em alterações práticas, ora mais tímidas, ora mais perceptíveis. Educação e cultura são algumas das ferramentas básicas para que as transformações que almejamos se concretizem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7296359346043735044?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7296359346043735044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7296359346043735044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7296359346043735044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7296359346043735044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/03/desafios-da-educacao-e-da-cultura.html' title='Desafios da educação e da cultura'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YieWDXlHyIc/TYZgzWER4fI/AAAAAAAAAGg/qsnV0hLWVsA/s72-c/livros.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-8993008339760869583</id><published>2011-01-02T06:39:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T19:03:23.888-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governo Lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='avaliação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrospectiva 2010'/><title type='text'>Um Novo Ciclo</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TSCPesLNx3I/AAAAAAAAAGI/1PvCX7c86Ms/s1600/ano-novo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 290px; FLOAT: left; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557599697592239986" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TSCPesLNx3I/AAAAAAAAAGI/1PvCX7c86Ms/s320/ano-novo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais um ano se iniciando. Trata-se apenas de uma mudança de ciclo, um dia após o outro dia, mas a nossa cultura atribui a essa “simples” mudança um significado maior. Oportunidade de recomeço, de alcançar o sucesso onde falhamos anteriormente. Não deixa de ser verdade. Aquelas avaliações sobre o que fizemos de bom ou de ruim no ano anterior são inevitáveis e, até certo ponto, necessárias. Acho importante poder avaliar o tipo de pessoa que nos tornamos e qual direção estamos seguindo. Para mim, 2010 foi um ano de aprendizado, de auto-avaliação e, espero eu, de crescimento pessoal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pieguices a parte, a imagem de um velho amigo ainda ecoa em minha memória. Embora ele não tenha expressado isso com palavras, suas atitudes deixaram em mim a idéia fixa de que, se há algum objetivo, estamos aqui é para nos tornarmos o melhor que podemos ser, e passar isso adiante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A humanidade, de maneira geral, parece se esforçar para atingir o objetivo contrário. Quando penso no quanto avançamos no que refere-se à conquista dos direitos humanos, ao respeito às diferenças me surpreendo com o quanto ainda somos imaturos para lidar com o outro, com a diversidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 2010 a imprensa foi inundada por relatos de ataques violentos e covardes orientados pela intolerância à opção sexual, ou mesmo crimes violentos contra a mulher. Em um mundo tão conectado, a informação torna-se uma faca de dois gumes que pode ajudar tanto a iluminar a história quanto a fortalecer mentes obscuras e retrógadas, a exemplo dos comentários racistas facilmente encontrados na rede em tempos de web 2.0. A internet torna-se o ambiente propício para que os preconceitos se manifestem, sem as censuras costumeiras do “mundo real”. Ao mesmo tempo, como uma espécie de equilíbrio da balança, me satisfaz observar momentos tão importantes como o atual, com uma mulher ocupando a presidência da República em uma sociedade ainda dominada por preceitos machistas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma campanha eleitoral provinciana, onde aspectos religiosos ganharam importância desproporcional às propostas políticas e aos perfis dos partidos, o fato do ex-torneiro mecânico ter obtido sucesso onde outros falharam pesou positivamente a favor de Dilma Roussef. Juca Ferreira, por sua vez, deixa o Ministério da Cultura em uma situação privilegiada em relação a outros períodos da nossa história, encerrando com honra o trabalho iniciado por Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao falar de avaliação e retrospectiva é impossível não fazer um balanço, mesmo que superficial, dos oito anos da era Lula. Particularmente, me senti realizado com a sua posse em 2003. Fiquei frustrado com as avaliações rasas e preconceituosas que o apontavam como analfabeto e incapaz. Fiquei feliz quando presenciei o Pró-UNI dando acesso ao ensino superior a vários jovens pertencentes às camadas mais pobres, ação que repercutirá por gerações na história destas famílias. Eu mesmo fui beneficiado por este governo, embora tenha iniciado meus estudos antes do início e implementação do programa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vitória maior ver o Luiz Inácio retornar a São Bernardo do Campo com um índice de aprovação de 80%. Tão alto que a oposição tem que medir as palavras para criticar o seu governo, sob pena de tornar-se impopular diante do eleitorado. Nem a Vênus Platinada ou a Veja ousariam criticá-lo com a mesma virulência de outros tempos.&lt;br /&gt;Mas é assim mesmo que caminhamos, individual ou coletivamente, com avanços e retrocessos, retrocessos e avanços. Novo ano, novo ciclo. 2011 abre a nova década com um sabor diferente, com a promessa de tempos mais otimistas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-8993008339760869583?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/8993008339760869583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=8993008339760869583' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8993008339760869583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8993008339760869583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2011/01/um-novo-ciclo.html' title='Um Novo Ciclo'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TSCPesLNx3I/AAAAAAAAAGI/1PvCX7c86Ms/s72-c/ano-novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5021537591314551397</id><published>2010-11-22T12:42:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T12:46:50.581-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zumbi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da Consciência Negra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Dia da Consciência Negra: Uma reflexão necessária</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TOrWrYQ6jOI/AAAAAAAAAF8/fuaMvdypJK8/s1600/zumbi-dos-palmares1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TOrWrYQ6jOI/AAAAAAAAAF8/fuaMvdypJK8/s320/zumbi-dos-palmares1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542478332168932578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Por Roger Deff&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; A comemoração do 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, aponta para a necessidade de uma reflexão sobre a contribuição do negro na construção do país, em seus diversos aspectos, tanto culturais quanto estruturais.  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A data foi escolhida pelo Movimento Negro Unificado (MNU) em 1978, por se tratar do aniversário da morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, assassinado em 1698, após décadas de resistência, o que faz dele um dos maiores símbolos de luta pela liberdade e igualdade de direitos da nossa história, inexplicavelmente relegado ao segundo plano nos livros escolares. Ao mesmo tempo, o 20 de novembro é uma espécie de contra-ponto ao 13 de maio, que marca a abolição da escravatura pela princesa Isabel em 1888, uma vez que, para os representantes dos movimentos negros, a data não é digna de celebração, devido as condições em que os negros “libertos” foram deixados, com seqüelas sociais que repercutem até os dias de hoje.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de um momento importante para a toda a sociedade, não apenas para a população negra, que hoje compreende cerca de 40% do povo brasileiro o que faz do Brasil o maior país negro do mundo fora do continente africano. O reconhecimento (tardio) da contribuição do negro na construção da nossa história representa uma grande avanço. É um passo tímido mas significativo em um país que se notabilizou por ter sido a última nação ocidental a abolir oficialmente o regime escravocrata.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A comemoração nos traz ainda a oportunidade de confrontarmos de perto questões que permanecem presentes em nossa sociedade como o preconceito racial, eterno tabu, cuja discussão ainda é reduzida. O tema permanece ignorado  já que temos muita dificuldade em percebê-lo em suas formas “sutis” de manifestação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ainda somos vítimas do mito da democracia racial, que nega qualquer preconceito ou intolerância em um país miscigenado como o Brasil. Como efeito bizarro, admitimos a existência do racismo (embora nem todos nós – há quem negue) mas não identificamos a discriminação racial em suas inúmeras formas, boa parte delas já arraigadas em nossa cultura. Preconceitos que se manifestam tanto na imposição de um estereótipo midiático de beleza, quanto em piadas que se proliferam “inocentemente” tendo a cor da pele como principal mote.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt; Há ainda a disparidade social que separa brancos e negros, gerando um abismo de oportunidades educacionais,  empregatícias e, consequentemente, de desenvolvimento social.  Segundo dados do &lt;a href="http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=6198:o-tempo-on-line-pais-deve-obter-escolaridade-prevista-na-lei-so-em-2015&amp;amp;catid=159:clipping&amp;amp;Itemid=75" target="_blank"&gt;IPEA &lt;/a&gt;(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) a população negra ainda enfrenta um déficit educacional considerável em relação aos seus pares brancos, com uma média de 1,7 anos a menos de tempo nas escolas,  lidando ainda com uma taxa de analfabetismo de  13,4%  enquanto entre os brancos o percentual é de 5,9%.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sim, o 20 de novembro merece ser comemorado, mas nunca de forma acrítica. É um convite à análise sobre o quanto avançamos em relação às condições de vida dos afro descendentes, e também do quanto precisamos caminhar ainda.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5021537591314551397?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5021537591314551397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5021537591314551397' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5021537591314551397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5021537591314551397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/11/dia-da-consciencia-negra-uma-reflexao.html' title='Dia da Consciência Negra: Uma reflexão necessária'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TOrWrYQ6jOI/AAAAAAAAAF8/fuaMvdypJK8/s72-c/zumbi-dos-palmares1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1345217744788933242</id><published>2010-10-31T20:33:00.000-07:00</published><updated>2010-11-02T19:51:35.521-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleições 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PT'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barack Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dilma Roussef'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luiz Inácio Lula da Silva'/><title type='text'>Os desafios de Rousseff</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TNCCh9tzX4I/AAAAAAAAAF0/7PTU6ujbAQo/s1600/dilma_roussef.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 268px; FLOAT: left; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535067462052306818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TNCCh9tzX4I/AAAAAAAAAF0/7PTU6ujbAQo/s320/dilma_roussef.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando a filósofa Marilena Chauí disse que pertencemos a uma geração privilegiada, pelo fato de termos presenciado transformações políticas importantes, eu me identifiquei imediatamente com ela. A vitória de Lula há oito anos atrás representou a ruptura com uma tradição política elitista e oligárquica. O simples fato do ex-torneiro mecânico assumir o cargo mais importante do país já significava um enorme avanço. Claro que a história não o perdoaria se ele não fosse, no mínimo, melhor que seus antecessores. E foi o que de fato aconteceu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora tenha tido uma vitória esmagadora sobre o adversário José Serra, Lula não contava, obviamente com a simpatia das elites brasileiras. O preconceito pela origem humilde e por não possuir um diploma de curso superior eram explícitos, por parte dos mais diversos setores da sociedade. Anos depois, mesmo com escândalos envolvendo membros de seu governo e a perseguição constante por parte da ala mais conservadora da imprensa, Luiz Inácio da Silva chega ao final de seu governo com o maior índice de aprovação já experimentado por um presidente brasileiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fazendo um breve retrospecto, o governo de Lula colocou o país como uma das principais lideranças mundiais, melhorou a distribuição de renda do país e ampliou o acesso ao ensino superior, embora os investimentos na educação básica ainda sejam insuficientes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O saldo é positivo em todos os aspectos, o sucesso do governo petista abriu precedentes importantes em termos de políticas sociais, culturais e econômicas, além de situar o presidente como uma das figuras mais influentes do quadro político internacional, admirado inclusive pelo atual presidente dos EUA, Barack Obhama, cuja eleição também representou uma quebra de paradigmas pelo fato de representar o retorno dos democratas ao poder, após anos do desastroso governo republicano de George W Bush, e por ser o primeiro negro a ocupar a cadeira da nação mais poderosa da terra. Isso cerca de 40 anos após a luta pelos direitos civis naquele país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A eleição de Dilma Roussef para a Presidência da República representa, para mim, um passo tão importante quanto o que foi dado há oito anos atrás, com a vitória de Lula. Estamos diante de outra ruptura, temos uma mulher no poder em uma sociedade ainda patriarcal. Segundo, Dilma representa a continuidade de um projeto social que mudou o panorama do país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A campanha presidencial também ficará marcada na história por razões menos dignas de orgulho, como o tom religioso que predominou durante boa parte da campanha. Ao mesmo tempo em que a discussão sobre o aborto saiu do campo da saúde pública para o reducionismo moralista da questão. O Brasil se mostrou um país conservador em vários aspectos, embora o fator “Lula” tenha prevalecido no final. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E será justamente este um dos maiores desafios de Dilma, a figura mítica do presidente mais popular da história do país até então. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião em que Lula assumiu a Presidência do país em 2003 eu acabava de ingressar na faculdade, hoje sou o primeiro homem da minha família a conquistar um diploma de curso superior. Motivo de alegria e de preocupação já que segundo dados do IBGE o percentual de negros com formação universitária ainda é de apenas 4,7%, embora tenha aumentado nos últimos anos, ao passo em que o percentual de brancos é de 15%. Mais um desafio, entre muitos, a ser enfrentado pelo próximo governo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1345217744788933242?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1345217744788933242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1345217744788933242' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1345217744788933242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1345217744788933242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/10/os-desafios-de-rousseff.html' title='Os desafios de Rousseff'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TNCCh9tzX4I/AAAAAAAAAF0/7PTU6ujbAQo/s72-c/dilma_roussef.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-3448540658924130588</id><published>2010-06-17T20:17:00.000-07:00</published><updated>2010-06-17T21:17:22.711-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Repente Rap Repente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skowa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zé Brown'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zeca Baleiro'/><title type='text'>Zé Brown - Repente rap Repente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TBrlsJ1O9vI/AAAAAAAAAFk/ur8XGw7psR8/s1600/zebrown.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; FLOAT: left; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483948042993202930" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TBrlsJ1O9vI/AAAAAAAAAFk/ur8XGw7psR8/s320/zebrown.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repente, hip-hop, coco, embolada, literatura de cordel e outras referências culturais nordestinas: essa é a receita do álbum &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Repente rap Repente&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do pernambucano Zé Brown.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este mc/ repentista iniciou sua carreira em meados da década de 90, com o grupo Faces do Subúrbio, que, naquela época, já mantinha um diálogo muito íntimo com as manifestações culturais de Recife. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde 2003, Zé Brown realiza um trabalho de pesquisa sobre a embolada e as técnicas do repente, o resultado é este álbum, concluído em 2009 mas ainda sem lançamento oficial. O disco conta com a produção primorosa do soul man paulista &lt;strong&gt;Skowa&lt;/strong&gt; (Skowa &amp;amp; Máfia e Trio Mocotó) e do músico Janja Gomes (também oriundo do Trio Mocotó), e traz várias (e eficientes) participações. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero afirmar que este trabalho merece figurar em qualquer lista dos 10 melhores álbuns do gênero na última década. Sem fazer concessões, &lt;em&gt;Repente rap Repente&lt;/em&gt; é original, ousado, e não aparenta ter a menor preocupação em se fazer “produto de exportação”, e é justamente aí que reside um dos seus principais méritos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O CD mantém um nível muito bom, da primeira à última audição. Ainda assim, algumas músicas (entre as 14 do CD) merecem ser destacadas, a exemplo de “Desafio de Coco”, faixa que traz a participação de João Parahyba e mescla guitarras distorcidas a elementos percussivos e sons de berimbau, criando uma estética única que traduz muito da proposta outsider do álbum. Pode causar estranhamento? Provavelmente. Mas, com certeza ficará muito distante do meio termo e das opiniões unânimes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra música que chama a atenção é “Eu valorizo”, um verdadeiro manifesto em prol da identidade regional presente no disco. Marcada pelo acordeon e pela percussão como seus principais elementos, ela é uma das melhores traduções do rap-repente proposto por Zé Brown.&lt;br /&gt;“Consideração” com letra que narra a experiência de Zé Brown na Suécia, foge um pouco à estética das outras músicas e conta com a participação do rapper sueco &lt;em&gt;Format&lt;/em&gt;. Essa deve agradar em cheio aos adeptos do rap “convencional”, embora o termo não se aplique muito bem a um trabalho tão experimental como este. Em “Perito em rima” o produtor Skowa leva o rap-repente de Zé Brown ao universo groovado da funk music. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem mais, &lt;em&gt;Repente rap Repente&lt;/em&gt; é uma viagem musical sincrética e enriquecedora, daquelas obras que, literalmente, te tiram do lugar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O álbum conta ainda com as participações de Castanha, Zeca Baleiro, Rappin Hood, DJ Marcelinho e Bola 8 (Nação Zumbi). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conheça um pouco do trabalho aqui: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;http://www.myspace.com/repentistazebrown&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-3448540658924130588?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/3448540658924130588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=3448540658924130588' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3448540658924130588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3448540658924130588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/06/ze-brown-repente-rap-repente.html' title='Zé Brown - Repente rap Repente'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TBrlsJ1O9vI/AAAAAAAAAFk/ur8XGw7psR8/s72-c/zebrown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7913703527134471348</id><published>2010-06-05T16:21:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T20:27:24.837-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Música de Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Caneça de Pipa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marina Machado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lenis Rino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Lenis Rino - Cabeça de Pipa</title><content type='html'>"Pés no chão e cabeça no ar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TArfAO6ZJ1I/AAAAAAAAAFc/mIvOHD8ZD1s/s1600/capaweb.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 277px; FLOAT: left; HEIGHT: 260px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479437091745638226" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TArfAO6ZJ1I/AAAAAAAAAFc/mIvOHD8ZD1s/s320/capaweb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O percussionista Lenis Rino já tocou ao lado de nomes importantes da música brasileira, e traz em seu disco de estreia “Cabeça de Pipa” a maturidade de quem está na estrada há alguns anos. E o trabalho surpreende até mesmo aos ouvidos mais desconfiados e exigentes. O disco mistura muito bem uma enorme diversidade rítmica como dub, maracatu, ragga, hip-hop, samba, elementos da música regional nordestina e referências às tradições do candomblé.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O trabalho, composto por 11 faixas, passeia por estes universos distintos e consegue se manter coeso, contando com diversos convidados que dão “os tons” necessários às composições de Lenis Rino. A obra realiza voos ousados, mas mantendo os pés no chão, sem deixar a sensação de experimentalismos casuais ou impensados. É justamente deste conceito que nasce o título “Cabeça de Pipa”: viajar sem perder a conexão, o que o álbum faz muito bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A música de abertura “Base Forte” apresenta uma levada rap bem tradicional, uma das influências centrais para o Lenis Rino, já que o músico viveu um bom tempo em São Paulo, um dos principais redutos do gênero no país. A segunda faixa, “Flores de fevereiro” é um rap com influência de música cubana que conta com as rimas de Gaspar, Mc do grupo paulistano Z’áfrica Brasil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Destaque para “Quase uma”. Viagem instrumental psicodélica que mescla sons sampleados a instrumentos de corda e percussivos. Talvez a música que melhor traduduza o conceito de “Cabeça de Pipa”.&lt;br /&gt;O disco ainda é composto por boas canções como Maleável Mano, Monkey Stile, Zalap e se encerra com dignidade, fugindo completamente do óbvio, na tranquila “Tempo de Anjo”. Fórmula simples: violão e sampler somados à voz de Marina Machado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um disco para ser ouvido com atenção. Obra conceitual em que as faixas se complementam como em um mosaico sonoro. Coisa cada vez mais rara, principalmente em uma época em que a fruição fugaz e os downloads de fonogramas isolados dificultam este tipo de leitura.&lt;br /&gt;Além dos já citados, o disco também conta com as participações de Marcelo Mariano, Bruno Caram, Alberto Continentino, Anelis Assumpção, Marina Pitier, Denis Duarte, Bruno Buarque e Flávio Maia.&lt;br /&gt;O CD foi lançado pelo selo paulista Traquitana e pode ser ouvido e adquirido &lt;a href="http://traquitana.org/?page_id=7&amp;amp;album=78"&gt;aqui&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7913703527134471348?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7913703527134471348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7913703527134471348' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7913703527134471348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7913703527134471348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/06/lenis-rino-cabeca-de-pipa.html' title='Lenis Rino - Cabeça de Pipa'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TArfAO6ZJ1I/AAAAAAAAAFc/mIvOHD8ZD1s/s72-c/capaweb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5019234544640999321</id><published>2010-06-03T13:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T20:28:17.037-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música Minas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dokttor Bhu e Shabê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>"Cadê minha fatia do filé"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(Curumin na música "Mal Estar Card")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TAgdzAFYLaI/AAAAAAAAAFU/ixbqaoMMChM/s1600/Manifesto_Pal%C3%A1cio+das+Artes-8676+copy.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 358px; FLOAT: left; HEIGHT: 232px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478661708729298338" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TAgdzAFYLaI/AAAAAAAAAFU/ixbqaoMMChM/s320/Manifesto_Pal%C3%A1cio+das+Artes-8676+copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto Marco Aurélio Prates &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta segunda- feira (31 de maio), artistas, produtores e representantes de setores da cultura como áudio-visual, teatro, e música, estiveram presentes na manifestação realizada em frente ao Palácio das Artes. O encontro foi motivado pela decisão do Governo de Minas Gerais em não renovar os convênios do Programa Música Minas, responsável em 2009 pela circulação de vários músicos por estados brasileiros e pelo exterior, e de 100 Pontos de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão do Estado é apoiada em uma interpretação da resolução 23.089 do TSE, que proíbe o repasse de verbas públicas para entidades privadas sem fins lucrativos em período eleitoral. O Secretário de Estado de Cultura, Washington Mello, que esteve presente também na primeira reunião, realizada no dia 26 de maio bibllioteca Luiz Bessa, disse que o Programa Música Minas terá continuidade, mas deverá ser administrado pela Fundação Clóvis Salgado, já que se trata de uma instituição pública e, portanto, não sofre entraves pelo parecer da Advocacia Geral do Estado (AGE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a fala do Secretário uma comissão formada por representantes do teatro, da música, dos Pontos de Cultura e do áudio-visual se organizou para uma reunião com o Secretário e o próprio Governador. A reunião acabou não se concretizando, já que a comissão foi proibida de adentrar o Palácio das Artes, um espaço “público” em que se realizava um evento “privado” realizado pelo Hospital Mater Dei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação continuou, com microfone aberto para quem quisesse expressar sua opinião sobre o assunto e com apresentações de artistas locais como Tom Nascimento, Pedro Morais, Dokttor Bhu &amp;amp; Shabê, Renegado, Pablo Castro, entre outros.&lt;br /&gt;O encontro demonstra, mais uma vez, a força do setor cultural em Minas Gerais que agora reivindica o repasse de verbas para os Pontos de Cultura e a transformação de editais como o Música Minas e Filme em Minas, em políticas públicas formalizadas pelo Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da vitória, ainda há muito a ser feito. O atual governo do Estado de Minas Gerais, representado na figura do senhor Antônio Anastasia, ainda enxerga a cultura como algo secundário e isso pode ser facilmente constatado. Basta observar o postura do governo neste episódio, o que é um reflexo direto dessa visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar que o posicionamento e a organização de toda a classe cultural diante da circunstância foi algo exemplar e digno de nota. Principalmente pela percepção, a meu ver, aguçada, de que a cultura é um todo e está interligada, o que fez com que pessoas oriundas de áreas específicas como teatro e cinema se mobilizassem em prol da música num primeiro momento. O importante é que prevaleceu a noção de que são questões que fazem parte de um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma das últimas falas, o músico e articulador, Vítor Santana, deixou clara a posição dos representantes da música em Minas de apoiar os representantes dos demais setores (cinema, teatro...) em suas reivindicações pelas verbas dos Pontos de Cultura. Ao que tudo indica, o governador terá que lidar com mais este impasse antes das eleições, a começar por toda uma classe artística insatisfeita, que se recusa a continuar “roendo o osso” e “recolhendo migalhas”.&lt;br /&gt;Importante lembrar que, apesar da resolução 23.089, estados como Espírito Santo, Acre e Pernambuco renovaram seus convênios com o terceiro setor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5019234544640999321?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5019234544640999321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5019234544640999321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5019234544640999321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5019234544640999321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/06/cade-minha-fatia-do-file.html' title='&quot;Cadê minha fatia do filé&quot;'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TAgdzAFYLaI/AAAAAAAAAFU/ixbqaoMMChM/s72-c/Manifesto_Pal%C3%A1cio+das+Artes-8676+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-3458014855431730466</id><published>2010-05-28T13:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-31T13:44:22.973-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política cultural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música Minas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Cultura em Xeque</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TAHcnn-SK7I/AAAAAAAAAFM/rZCK2Cd0C-Y/s1600/punhofechado.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 280px; float: left; height: 269px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476901195162463154" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TAHcnn-SK7I/AAAAAAAAAFM/rZCK2Cd0C-Y/s320/punhofechado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos mais importantes projetos para o fomento da música no Estado corre o sério risco de não ter continuidade em 2010. Estou falando especificamente do Música Minas, projeto que está incluído dentro do Mais Cultura ao lado de 300 pontos de Cultura. A razão é uma interpretação da resolução 23.089 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbe o repasse de dinheiro público para entidades não governamentais em períodos eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Música Minas constitui um avanço significativo para o setor musical mineiro e representa um fato inédito na história das políticas culturais: “Dinheiro público administrado diretamente pela sociedade civil”, como o músico Makelly Ka expressou muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa é o resultado direto das articulações do Fórum da Música, entidade civil formada por organizações ligadas à produção musical em Minas Gerais. Em sua primeira edição (2009) conseguiu injetar mais de R$ R$ 1.550.000,00 (um milhão quinhentos e cinqüenta mil reais) no setor, verba que possibilitou, a circulação de 25 artistas mineiros para outros estados e países, além de oficinas culturais oferecidas pelos próprios artistas contemplados pelo programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda feira, dia 26 de maio, representantes destes e outros grupos estiveram presentes em uma assembléia que contou com a presença do atual Secretário de Estado de Cultura, Washington Mello, que se mostrou aberto ao diálogo mas logo no início reafirmou a posição da Advocacia Geral do Estado (AGE) em não renovar o convênio com o programa em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação é delicada: O governo do Estado de Minas Gerais, de acordo com as palavras do então Secretário de Estado da Cultura, Paulo Brant, garantiu que haveria continuidade do projeto, inclusive com aumento de verba. A partir deste pressuposto o Fórum da Música firmou acordos de intercâmbio de artistas mineiros em festivais e feiras na Europa em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atual impasse põe a perder todo um processo de negociação e os resultados positivos gerados pelo programa em 2009.&lt;br /&gt;Entre as decisões importantes do dia 26, está uma manifestação que será realizada no Hall do Palácio das Artes, na segunda-feira, dia 31, a partir das 19:00, com a presença de músicos e produtores. O encontro está aberta à participação da sociedade civil em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira como as entidades, grupos, produtores e artistas reagiram têm sido exemplar. Ações organizadas mostram a força do setor em Minas, independente de qualquer divergência ideológica, coisas que devem sempre estar de lado quando o interesse comum fala mais alto.Verdadeiro exercício de cidadania. Ao que tudo indica o imbróglio caminha para uma resolução aceitável. Nos vemos lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-3458014855431730466?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/3458014855431730466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=3458014855431730466' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3458014855431730466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3458014855431730466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/05/cultura-em-xeque.html' title='Cultura em Xeque'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/TAHcnn-SK7I/AAAAAAAAAFM/rZCK2Cd0C-Y/s72-c/punhofechado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-6466408716769893572</id><published>2010-01-02T09:14:00.000-08:00</published><updated>2011-12-13T18:42:57.945-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bóris casoy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Vergonha alheia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sz-AKA2PjqI/AAAAAAAAAE8/u6Cwe9jDE6Q/s1600-h/Casoy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422193385891925666" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 119px; height: 91px;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sz-AKA2PjqI/AAAAAAAAAE8/u6Cwe9jDE6Q/s320/Casoy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Deprimente ouvir o comentário infeliz e preconceituoso que âncora do jornal da Band, Bóris Casoy, fez no dia 31 de dezembro.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O “vergonhoso” episódio já é de conhecimento de muita gente a essa altura do campeonato. Após a exibição de um vídeo em que dois garis faziam votos de um “&lt;em&gt;Feliz 2010&lt;/em&gt;” o âncora do jornal da Band, Bóris Casoy, não observou que seu microfone estava aberto e disse: ...&lt;em&gt;que merda...dois garis...do alto de suas vassouras ...desejando feliz ano novo...a mais baixa escala do trabalho&lt;/em&gt;...”&lt;br /&gt;Tudo isto num evidente tom deboche. No dia seguinte ele tentou se retratar dizendo que fez um comentário infeliz durante uma “falha técnica”. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ora, Sr Bóris Casoy, atribuir uma evidente falha de formação pessoal, uma visão preconceituosa e limitada de mundo a uma “falha técnica” é algo para se envergonhar, não acha? Além disso, as pessoas a quem ele se referia e até a população pobre brasileira, parte considerável da audiência daquele jornal merecia (e merece) uma retratação melhor. Triste saber que um formador de opinião tem este tipo de raciocínio retrógrado, não que esta visão de direita proveniente de certos jornalistas me surpreenda, mas confesso que isso me chocou. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O mais “infeliz” não é o comentário em si (desastroso, na minha opinião) mas sim o fato de alguém que teve pleno acesso à educação formal e conhece bem as mazelas e desigualdades deste país pense desta forma. O que esperar então dos demais? &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O pensamento de Casoy reflete a visão de uma boa parte da elite brasileira, que desde sempre ojeriza os setores mais pobres da sociedade, reflete algo comum nos dias de hoje que é a valorização do “ter”, o ser humano simplesmente não importa. Triste é ver como ele reproduz bem este aspecto tão deplorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bóris Casoy faz coro junto à uma fatia enorme da imprensa brasileira, onde se incluem veículos como a Veja e tantos outros, cujo posicionamento está claramente a favor da manutenção de um status quo que mantém a linha divisória entre os poucos que possuem muito e uma maioria que permanece à margem de tudo o que este país produz. &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Casoy foi um dos primeiros a defender a retirada da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, uma vez que ele próprio possui outra formação acadêmica. Nenhum demérito nisto. Nada forma melhor para um jornalista que a prática diária, mas as aulas de ética no jornalismo fizeram muita falta neste caso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-6466408716769893572?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/6466408716769893572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=6466408716769893572' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6466408716769893572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6466408716769893572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2010/01/vergonha-alheia.html' title='Vergonha alheia'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sz-AKA2PjqI/AAAAAAAAAE8/u6Cwe9jDE6Q/s72-c/Casoy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7488302667552040068</id><published>2009-11-08T15:50:00.000-08:00</published><updated>2010-06-27T19:29:08.071-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='This is it'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rei do Pop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Jackson'/><title type='text'>This is it – Um tributo à altura da genialidade de Jackson</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SvdauCO9pNI/AAAAAAAAAE0/bQBFtETwxJs/s1600-h/mj-this-is-it4.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 287px; FLOAT: left; HEIGHT: 226px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401886024974312658" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SvdauCO9pNI/AAAAAAAAAE0/bQBFtETwxJs/s320/mj-this-is-it4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Filme This is it, como todos sabem, é um registro dos ensaios da turnê que seria realizada em Londres e marcaria o retorno de Michael Jackson aos palcos, após uma década de reclusão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assisti ao longa em uma sessão repleta de garotos que perguntavam, insistente e repetidamente “quando vai começar o filme?” (e isso quando estávamos na metade da exibição).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com certeza não sabiam que se trata de um documentário que registra, nada mais, nada menos, que os últimos momentos do trabalho de Michael Jackson, o que pode ser muito decepcionante para quem espera ver alguma especulação sobre a vida pessoal do “Rei do Pop”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme começa com alguns depoimentos dos dançarinos do espetáculo, que relatam o quanto o trabalho do astro foi fundamental para a escolha de suas carreiras.&lt;br /&gt;Jackson aparece fisicamente frágil no vídeo, mas apenas fisicamente. É fácil perceber o quanto ele mantinha o domínio sobre o que fazia de melhor. Como um verdadeiro maestro, ele dirige cada membro da equipe, desde dançarinos, técnicos e músicos, sendo perfeccionista mas sem ser arrogante em nenhum instante sequer. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em seus últimos registros audio-visuais M.J (Como é chamado pelos colegas de espetáculo) continua performático e causa impacto pelo simples poder de sua presença, algo perceptível pelas reações esboçadas pelos dançarinos que contracenavam com ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas não espere ver o mesmo vigor dos tempos de “Thriller”: São registros de ensaios, então Jackson não está preocupado em exibir o máximo de sua performance como dançarino e sim em mostrar ao elenco o que ele quer exatamente para o espetáculo, e isso ele faz muito bem! Há momentos (vários) em que se compreende nitidamente porque ele se tornou um dos maiores artistas do nosso tempo. Momentos marcantes como quando ele canta a música &lt;em&gt;Man in the mirror&lt;/em&gt;, numa verdadeira aula de interpretação vocal, ou em &lt;em&gt;Smooth Criminal&lt;/em&gt;, onde podemos ver sua energia intacta, num clima de &lt;em&gt;cinema noir,&lt;/em&gt; com exibição do vídeo gravado especialmente para essa música.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vale o preço do ingresso ver os últimos momentos nos palcos deste que considero um verdadeiro gênio do entretenimento, produto de um tempo que dificilmente voltará a se repetir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que o legado de Michael Jackson vai muito além de “This is it”, o filme desperta uma sensação de melancolia ao vermos o quanto este retorno aos palcos seria grandioso e, por forças alem do controle de qualquer mortal, acabou não se concretizando.&lt;br /&gt;De qualquer forma, o filme engrandece Michael como artista e é este o foco, sem nenhuma referência à sua vida particular ou mesmo ao que ocasionou sua morte. This is it! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7488302667552040068?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7488302667552040068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7488302667552040068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7488302667552040068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7488302667552040068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/11/this-is-it-um-tributo-altura-da.html' title='This is it – Um tributo à altura da genialidade de Jackson'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SvdauCO9pNI/AAAAAAAAAE0/bQBFtETwxJs/s72-c/mj-this-is-it4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7165104006772323010</id><published>2009-10-26T08:15:00.000-07:00</published><updated>2010-06-01T14:24:06.556-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marjane Sartrapi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Persepólis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quadrinhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literaura'/><title type='text'>Persépolis</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SuW_NFU6cAI/AAAAAAAAAEs/zHjebJ2uOpo/s1600-h/Persepolis+%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 276px; float: left; height: 184px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396929959962505218" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SuW_NFU6cAI/AAAAAAAAAEs/zHjebJ2uOpo/s320/Persepolis+%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Persépolis, de Marjane Satrapi, é um dos mais instigantes livros que tive o prazer de ler. A história, autobiográfica, relata a trajetória da jovem nascida no Irã no final dos anos sessenta, o que deu a ela a possibilidade de viver sob um sistema político laico, situação que mudou em 1979 com a ascensão do governo xiita e o conseqüente fundamentalismo religioso que tomou conta daquele país. A partir daí somos levados a viver, através dos olhos de Marjane Satrapi, todo o drama relativo à perda crescente dos direitos individuais, características presentes em qualquer sistema totalitário. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O romance vai de encontro aos nossos preconceitos ocidentais, invalidando a visão limitada de que o oriente é o “lar dos homens-bomba”, dos “fanáticos religiosos” e das mulheres oprimidas e conformadas com todo uma tradição machista e retrógada. A história de Sartrapi mostra o abismo existente entre “a imagem” construída pelos meios de comunicação e a realidade vivida por muitos iranianos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A autora do livro é bisneta do imperador iraniano, deposto após o golpe que levou o Xá Rezah ao poder, sucedido pelo filho numa das ditaduras mais sangrentas da história. Educada em uma família moderna e com fortes convicções de esquerda, Marjane estava distante das convenções sociais rígidas que a obrigaram a usar o véu islâmico aos dez anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Suas condições financeiras e sociais privilegiadas deram a ela a possibilidade de estudar na Europa e conhecer outras formas de convívio, ao mesmo tempo aprendeu que o ocidente também possui os seus fundamentalismos, religiosos ou não. Formada em Belas Artes a autora escolheu a arte seqüencial para contar a história, resultando naquilo que Will Eisner (o grande mestre dos quadrinhos) chamaria de uma perfeita combinação entre “imagem e prosa”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Persépoles é uma leitura deliciosa e instrutiva, conseguindo manter o difícil equilíbrio entre a denúncia contra o autoritarismo e o preconceito, e o texto que fala de incertezas inerentes às nossas escolhas pessoais. Não por acaso, a obra foi premiada em 2004 com o prêmio de Melhor Hitsória em Quadrinhos na Feira de Frankfurt em 2004. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Traduzido para vários países, o livro ganhou o cinema através da adaptação animada de mesmo nome em 2007.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7165104006772323010?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7165104006772323010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7165104006772323010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7165104006772323010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7165104006772323010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/10/persepolis.html' title='Persépolis'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SuW_NFU6cAI/AAAAAAAAAEs/zHjebJ2uOpo/s72-c/Persepolis+%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5703656880897250248</id><published>2009-10-18T19:44:00.000-07:00</published><updated>2010-05-29T20:40:33.255-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Graphic Novel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Edificio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Will Eisner'/><title type='text'>As idiossincrasias do edifício de Will Eisner</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/StvUVUf2jOI/AAAAAAAAAEk/1_CNc83ZggE/s1600-h/O+Edificio-01_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394138441450949858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/StvUVUf2jOI/AAAAAAAAAEk/1_CNc83ZggE/s320/O+Edificio-01_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Will Eisner (1917- 2005) é um dos mais importantes nomes dos quadrinhos de todos os tempos, responsável (ao lado de outros autores) por conferir aos gibis o status de arte autônoma, ao criar o conceito de Graphic Novel em 1978 com sua obra “A contract with god”. Daquele momento em diante os quadrinhos iniciavam sua jornada rumo a caminhos que levariam à criação de obras primas como Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons (1985) e Dark Knight, de Frank Miller e Klaus Janson (1986). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eisner se tornou um mestre em contar histórias fantásticas mas de um ponto de vista cotidiano, com as características humanas como foco central, a exemplo de sua criação mais conhecida, o personagem Spirit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O edifício”, quadrinho escrito e desenhado por Eisner em 1987, é uma metáfora sobre a própria vida. A existência de um determinado edifício situado em Nova York  se mescla às trajetórias de quatro indivíduos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O enredo nos leva a vivenciar os dramas, desilusões e anseios de personagens extremamente críveis e tridimensionais, pessoas comuns, que ganham contornos poéticos sob o lápis e imaginação de Eisner.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Monroe Mensh, um típico cidadão novayorquino, Gilda Green, uma bela mulher, Antonio Tonatti, um talentoso violonista e P.J Hammond um milionário. Personagens trágicos, cuja única característica em comum é o fato de suas histórias estarem irremediavelmente ligadas ao edifício, o local onde toda a trama se desenrola. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É neste momento, quando somos apresentados aos “heróis”, que entra o elemento fantástico da história: são quatro fantasmas, mas todo surrealismo se encerra por aí. O que vêm a seguir são enredos tocantes, que nos fazem pensar sobre as limitações inerentes ao próprio percurso da vida, nossos sucessos, anseios e fracassos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após ler essa obra é difícil não olhar para cada constructo de concreto da cidade e imaginar as histórias que fizeram e fazem parte da existências destes espaços, como o próprio Will Eisner disse no prefácio da Graphic Novel:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Agora estou certo de que essas estruturas marcadas por risos e manchadas por lágrimas são mais do que edifícios inertes. É impossível pensar que, ao fazerem parte da vida, não tenham absorvido as radiações provenientes da interação humana. Eu me pergunto sobre o que resta depois que um prédio é demolido&lt;/em&gt;.” Will Eisner - 1987 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5703656880897250248?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5703656880897250248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5703656880897250248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5703656880897250248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5703656880897250248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/10/as-idiossincrasias-do-edificio-de-will.html' title='As idiossincrasias do edifício de Will Eisner'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/StvUVUf2jOI/AAAAAAAAAEk/1_CNc83ZggE/s72-c/O+Edificio-01_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5017139856504830814</id><published>2009-08-12T20:04:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T14:26:38.369-07:00</updated><title type='text'>Em terra de cego</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SoOEMaQiB6I/AAAAAAAAAEc/DT_plQePjts/s1600-h/olhos+fechados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369280529497720738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SoOEMaQiB6I/AAAAAAAAAEc/DT_plQePjts/s320/olhos+fechados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Visão nublada pela própria certeza&lt;br /&gt;Na clareza de raciocínio reside o obscuro&lt;br /&gt;Universo em preto e branco, ou colorido de artifícios&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Impressão falsa de realidade&lt;br /&gt;Mito da caverna contemporâneo&lt;br /&gt;Que ninguém ouse olhar para trás &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O pensamento jaz nas mãos do guru televisivo&lt;br /&gt;No ápice do bem-estar econômico, sofá ergonômico&lt;br /&gt;Sucesso na conta bancária,cuide bem da arcada dentária&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que ninguém ouse questionar o que é certo. Seja lá o que for. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5017139856504830814?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5017139856504830814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5017139856504830814' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5017139856504830814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5017139856504830814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/08/em-terra-de-cego.html' title='Em terra de cego'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SoOEMaQiB6I/AAAAAAAAAEc/DT_plQePjts/s72-c/olhos+fechados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7421853247102129003</id><published>2009-08-09T21:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T10:25:06.965-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrato Radical'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Julgamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duelo de mcs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bugaloo'/><title type='text'>Somar? Pra quem?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sn-gHGDZ2OI/AAAAAAAAAEU/gHlHnCVZKpo/s1600-h/INTERRog1.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 278px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368185324593338594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sn-gHGDZ2OI/AAAAAAAAAEU/gHlHnCVZKpo/s320/INTERRog1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje (domingo - 09 de agosto), ao assistir o Programa Alto Falante, apresentado pelo jornalista e parceiro Terence Machado, vi a entrevista de um rapper chamado Bugaloo (acho que é assim mesmo a grafia). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nada pessoal, só algumas observações: Primeiro o sujeito contou que se tornou rapper por não cantar rock muito bem !!!??? Sem comentários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois disse que veio de São Paulo (ou algo assim) pra "somar" ao rap belohorizontino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Beleza, a casa agradece e todo apoio é bem-vindo. Mas aí o tal rapper disse que a cena em Belo Horizonte é fraca e se colocou como o “salvador da lavoura”. Engraçado se não fosse trágico. Trágico porque alguém que não tem a menor ligação com a história da cena local e, obviamente não conhece nada do que foi e é realizado aqui vai à TV pra soltar suas impressões mal formadas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"A cena é fraca" comparada com o quê, baseado em quê? Ele nem mesmo foi capaz de citar qualquer coisa realizada aqui. No mínimo só ouviu falar das tais festas "rap" feitas por gente que só conhece os 50 cents, ou qualquer coisa assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em sua compreensível limitação ele só conseguiu dizer que Belo Horizonte está bem representada pelo Renegado. E, de fato, está. Mas vai além disto. Com certeza ele não conhece o &lt;a href="http://www.myspace.com/retratoradical"&gt;Retrato Radical &lt;/a&gt;e seus vinte anos de estrada, ou &lt;a href="http://www.myspace.com/dokttorbhueshabe"&gt;Dokttor Bhu &amp;amp; Shabê&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://http//www.myspace.com/rimasambada"&gt;Rima Sambada &lt;/a&gt;e tantos outros que realmente constroem a cena na capital mineira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem a menor intenção de pegar no pé de ninguém mas, caro amigo, antes de ir à qualquer veículo e se pronunciar sobre alguma cena cultural procure se informar direito para não dizer coisas sem nexo. Não é um vídeo-clipe caro que vai fazer de você a grande vitrine daqui. É necessário estrada e vivência. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah sim, a cena hip-hop de Belo Horizonte vai muito bem, obrigado. O Duelo de mcs que o diga.&lt;br /&gt;Abraço! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7421853247102129003?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7421853247102129003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7421853247102129003' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7421853247102129003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7421853247102129003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/08/somar-pra-quem.html' title='Somar? Pra quem?'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sn-gHGDZ2OI/AAAAAAAAAEU/gHlHnCVZKpo/s72-c/INTERRog1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1817986561937458198</id><published>2009-07-14T19:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-12T20:21:45.772-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lanterna Verde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paralaxe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Spectreman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lacarmélio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Under Pop Pulp Fiction'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linux'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ditadura militar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quadrnhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Celton'/><title type='text'>Paralaxe: Under Pop Pulp Fiction</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sl083gos8NI/AAAAAAAAAEM/cd2MCaK4LQQ/s1600-h/paralaxe.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 272px; FLOAT: left; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358506055991881938" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sl083gos8NI/AAAAAAAAAEM/cd2MCaK4LQQ/s320/paralaxe.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine um trabalho musical recheado de referências, que vão desde os quadrinhos norte americanos, seriados de heróis japoneses, desenhos animados, aos personagens que permeiam o nosso imaginário cotidiano, como a “Loira do Bonfim”. Difícil? Mas não inconcebível. Resumindo, mal e toscamente, isso é Paralaxe. Para quem perdeu este que, na minha opinião, é um dos mais importantes e singulares trabalhos do cenário independente, fica a dica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro disco deste trio composto por Fredhc (voz, letras e arranjos), Rafael Carneiro (guitarra) e VJ Impar (inserção de imagens) saiu em 2005 com o título de “&lt;a href="http://www.myspace.com/paralaxe"&gt;Paralaxe&lt;/a&gt;”, e já indicava as particularidades que definiriam o trabalho do grupo. O álbum trazia um clima meio retrô, com vocal em clima oitentista, mas com uma roupagem que mesclava rock e elementos eletrônicos. Havia algo de New Order com Kraftwerk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras já traziam metáforas bem sacadas como a ótima “Dr Gory Versus Spectreman”. A referência não fica tão clara aqui, mas Spectreman foi um seriado produzido no Japão no final dos anos 70, com produção capenga, mas com histórias interessantes. O herói enlatado enfrentava o vilão Dr Gory. A música do Paralaxe usa os personagens para criar uma espécie de alegoria em que Spectreman é Carlos Marighela (guerrilheiro durante os anos de ditadura no Brasil) e seu algoz, Dr Gory é o general Golbery do Couto e Silva, uma das figuras mais importantes do regime militar brasileiro (1964 – 1985). Veja um trecho da letra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Spectreman subversivo, alvo do alto comando, tinha um aparelho em Goiás e um míssil lituano,um esconderijo no Uruguai era amigo do Jânio fazia um Guevara-Style de charuto cubano”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o primeiro disco, apesar de bem feito, é apenas um ensaio para o que estava por vir. Under Pop Pulp Fiction saiu exatamente um ano depois e surpreendeu. O disco tinha muito mais qualidade sonora e apresentava um Paralaxe mais experimental e ousado. Não havia, de forma alguma, a sensação de que o trio estava se procurando, tateando terrenos na tentativa de achar um norte definitivo, como aconteceu no primeiro trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As guitarras de Rafael Carneiro estão mais encorpadas e encontraram o equilíbrio perfeito com os samplers. A primeira faixa “Li no Linux o Celton”, deixa isso bem claro. Totalmente rock, com riffs bem marcados, e em harmonia com os beats criados por Fredhc. Não dá para deixar de comentar o título da música. Fantástico. Uma homenagem clara à cultura undergrownd. Embora todos saibam o que é o Linux, o contraponto open source do Windows, nem todos conhecem Celton. Trata-se do personagem de quadrinhos criado pelo belo-horizontino Lacarmélio Alfeu. O cara ficou conhecido por vender as revistas que ele mesmo produzia rodando pela cidade com a sua moto, e conseguiu sobreviver da própria arte. Mais independente impossível! De volta à música, essa faixa conta ainda com trechos de fala do próprio Lacarmélio explicando “quem é” o seu personagem Celton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Bin Laden é Bruce Wayne”, outra das metáforas amalucadas e geniais de Fredhc. Segundo ele, a associação é óbvia pelo fato de ambos morarem em cavernas, serem milionários e combaterem o mal, de acordo com seus pontos de vista. Boa música e talvez uma das mais assimiláveis de todo o CD. Outra curiosidade, a faixa se inicia com a fala de Adam West e Burt Ward (respectivamente Batman e Robin) na abertura do seriado debochado dos anos 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Catch a Rising Star” é uma verdadeira ópera, não pela estática sonora, mas por ser uma faixa de 7 minutos (!!!) que conta – sem refrão – a história de uma aluna da Guignard que resolve ganhar o mundo. A música não é cansativa em momento algum. Aqui, as guitarras estão mais sutis, na maior parte do tempo, criando a ambientação para o enredo. Não dá para falar de todo o universo que é abordado no disco, tarefa quase impossível ou extensa demais, mas outras faixas também merecem atenção como “O Home azul de OA”, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, e o repeteco do primeiro disco, a impagável “Dr Gory vs Spectreman”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco, como deu para notar, é um verdadeiro caldeirão de referências da cultura pop e underground, o que explica o título da obra. O ouvinte não precisa, necessariamente conhecer tudo o que é usado no disco, ou mesmo ser uma espécie de nerd para apreciar a audição. Claro que as pessoas que sacarem vão se divertir mais a cada citação percebida, mas o importante aqui é a música que está muito bem feita por sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro detalhe importante. A parte gráfica deste CD está mais bem cuidada, o que, principalmente no caso do Paralaxe, é primordial. Os shows utilizam imagens inseridas pelo Vj Impar que dialogam perfeitamente com as músicas, é um trabalho audiovisual, na falta de melhor definição. O encarte, desta vez, tenta trazer esse universo estético. Enquanto você acompanha as letras pode ver figuras muito legais como o um dos cartazes de “O dia em que a terra parou” (o filme clássico, de 1952), alguns dos monstros de látex, oriundos diretamente dos seriados japoneses, entre outras. É arte para os olhos também. É um álbum diferente de qualquer coisa já ouvida no cenário nacional e pode causar tanto estranheza em alguns, quanto afinidade em outros, mas ninguém poderá acusá-los de falta de originalidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1817986561937458198?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1817986561937458198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1817986561937458198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1817986561937458198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1817986561937458198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/07/paralaxe-under-pop-pulp-fiction.html' title='Paralaxe: Under Pop Pulp Fiction'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sl083gos8NI/AAAAAAAAAEM/cd2MCaK4LQQ/s72-c/paralaxe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5949753173475904578</id><published>2009-06-26T11:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-12T11:02:31.981-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='James Brown'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ray Charles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Jackson'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frank Sinatra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música pop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beatles'/><title type='text'>O fim de uma era</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SkUXtcz3nXI/AAAAAAAAAEE/LDIJdfd2vTo/s1600-h/albuminvincible160901.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; FLOAT: left; HEIGHT: 298px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351709801795001714" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SkUXtcz3nXI/AAAAAAAAAEE/LDIJdfd2vTo/s320/albuminvincible160901.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pensar em Michael Jackson significa pensar automaticamente, em música pop, já que a vida do astro se confunde com a evolução da indústria fonográfica. A repentina morte do músico no dia 25 de junho de 2009 encerrou um ciclo de sucesso, escândalos e controvérsias. Mas de tudo isso o que fica realmente é o trabalho de Michael Jackson e tudo o que ele significa para a música no mundo inteiro. Medir a importância deste ícone não é tarefa das mais fáceis. Jackson pertence ao panteão de artistas influentes do século XX, ao lado de nomes como Ray Charles, Elvis Presley, James Brown, Frank Sinatra, Rolling Stones, Madonna, Beatles e alguns poucos outros. Mas Jackson tinha algo mais, uma luz própria que o diferenciava. Para quem é afeito a números, basta dizer que o álbum Thriller (1982), produzido pelo mago Quincy Jones, é, ainda hoje, o mais vendido da história. Cerca de 104 milhões de cópias no mundo inteiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Michael é produto de uma era que não existe mais, devido, entre outras coisas, às mudanças sofridas pela indústria fonográfica nos últimos anos. Jackson é fruto de um tempo em que astros pop não eram meros produtos fast food, era possível construir uma carreira sólida e duradoura, embora não fosse tão mais fácil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A longevidade do sucesso de Michael Jackson se deve também ao seu carisma e por reunir qualidades de um grande artista em uma única persona. Além de cantor, o homem era bailarino, coreógrafo e ator. No auge de sua carreira, na década de 80, a simples menção de seu nome remetia à algo incomensurável, titânico até.&lt;br /&gt;Não se tratava simplesmente de um cantor de sucesso, de um astro, ou mesmo um ícone. Tratava-se de &lt;strong&gt;Michael Jackson&lt;/strong&gt;. E essa talvez fosse uma das grandes diferenças entre este e os demais grandes artistas da música, não havia adjetivos que fossem explicativos o suficiente para descrever quem ou “o que” ele era. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não é exagero dizer que a figura do astro fez parte das vidas de muita gente. Eu cresci vendo e revendo seus clipes, ouvindo e cantarolando suas músicas, mesmo que em inglês “embromation”, e como quase todo garoto da minha época, eu queria crescer para ser Michael Jackson. Ou pelo menos dançar como ele. Nem preciso dizer que passei longe disso.&lt;br /&gt;As conquistas do astro não foram poucas e ele soube usar o vídeo como ninguém, desde os clipes, que ajudaram a construir o mito em torno de sua figura, até suas aparições em programas de TV. Como &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=C-blEgMyJwU"&gt;sua apresentação &lt;/a&gt;no aniversário da &lt;a href="http://www.motown.com/"&gt;Motown &lt;/a&gt;em 1984, mostrando diante dos olhos incrédulos da platéia e dos telespectadores o seu Moonwalker, passo de break dance em que ele parecia estar caminhando para frente mas, inexplicavelmente, se movendo para trás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tamanho de sua influência? Vejamos, Jackson deu lições importantes para a música pop como um todo, influenciou artistas dos mais variados, da black music ás sofríveis "&lt;em&gt;boybands&lt;/em&gt;", os passos de break usados por ele ajudaram a fomentar as fagulhas do hip-hop mundo afora. O artista conseguiu mesclar em seu trabalho elementos da Soul Music, R&amp;amp;B e Rock tudo numa roupagem pop. Em seus 50 anos de vida o músico alterou radicalmente a música nas mais diversas culturas do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os escândalos, especulações sobre a sua sexualidade ou mesmo os comentários sobre as suas bruscas e constantes mudanças de aparência, não conseguiram reduzir seu brilho e importância.&lt;br /&gt;No fim das contas, Michael era mesmo o que deu título a um de seus últimos álbuns. “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Invencible&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5949753173475904578?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5949753173475904578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5949753173475904578' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5949753173475904578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5949753173475904578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/06/o-fim-de-uma-era.html' title='O fim de uma era'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SkUXtcz3nXI/AAAAAAAAAEE/LDIJdfd2vTo/s72-c/albuminvincible160901.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1105364235289867838</id><published>2009-06-18T12:03:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T09:29:38.511-07:00</updated><title type='text'>Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SjqQmya--PI/AAAAAAAAAD8/cWc72Kwx_lM/s1600-h/Censuras.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 276px; FLOAT: left; HEIGHT: 207px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348746503500265714" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SjqQmya--PI/AAAAAAAAAD8/cWc72Kwx_lM/s320/Censuras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conseguiram derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. A decisão saiu dia 17 de junho de 2009, por 8 votos a 1. A alegação de Gilmar Mendes, relator do processo, é que o diploma limita a liberdade de expressão, como se os cidadãos realmente interessados estivessem impedidos de se expressar através dos meios de comunicação. No final das contas a decisão só serviu para causar comoção, desgaste e, na minha humilde opinião, há assuntos mais urgentes a serem discutidos, como a redução dos benefícios dos políticos profissionais, que recebem muito por tão pouco (com todo respeito aos que trabalham).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No continente europeu e nos Estados Unidos não existe a obrigatoriedade do diploma, é fato. Apesar disto, as empresas dão preferência aos profissionais formados por acreditarem que estes se encontram mais capacitados para o exercício sério da profissão. A discussão acerca do assunto gera opiniões extremas. De um lado, aqueles que acreditam que alguém que não tenha passado pela faculdade de jornalismo encontra-se totalmente incapacitado para exercer a função e, do outro, aqueles que defendem que qualquer um pode fazê-lo. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que podem surgir indivíduos, sem a formação em jornalismo, mas podem fazer tão bem ou melhor que muitos jornalistas habilitados, caso de grandes nomes como Carlos Heitor Cony (formado em filosofia mas aprendeu a prática nas redações), por exemplo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É importante lembrar, no entanto, que estes casos são &lt;strong&gt;exceções&lt;/strong&gt; raríssimas. Teriam que nascer muitos “Carlos Heitor Cony” para dar conta da demanda jornalística e substituir profissionais formados. Não existem normas específicas da profissão e um código de ética à toa. A decisão do Supremo Tribunal de Justiça foi um deboche claro de quem vê a produção da informação como coisa secundária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Alberto Dinnes disse tão bem no site &lt;a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC005"&gt;Observatório da Imprensa&lt;/a&gt;, a obrigatoriedade do diploma nunca serviu de obstáculo para que outros cidadãos exercessem o direito à produção de informação, mas garantia a qualidade deste que é um bem de toda a sociedade. O Jornalismo sempre enfrentou problemas, é verdade. Desde a lei da mordaça utilizada por alguns como forma de tentar nos inibir, seja através de ameaças de demissões (via os mais diversos tipos de lobbyes), seja pela censura explícita de determinados veículos. Apesar disso havia ao menos a certeza de que estávamos lidando com profissionais prontos para aquelas situações, para apurar e levar a informação mais próxima da realidade quanto possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da decisão do STF, que para mim é um enorme retrocesso, pouca coisa deve mudar. A função não será dada a qualquer um que ache que pode, é necessário mérito, não mero “achismo”. Lidar com informação, traduzir o mundo de forma que as pessoas compreendam o emaranhado de coisas que acontece à nossa volta não é tarefa das mais fáceis. No entanto, se alguém, sem diploma de jornalismo, se mostrar digno da alcunha, que seja. Necessário frisar, mais uma vez, que bom jornalismo vai além de boa escrita e boa dicção. Acrescentandoi: base teórica é necessária sim, ao contrário do que alguns acreditam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1105364235289867838?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1105364235289867838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1105364235289867838' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1105364235289867838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1105364235289867838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/06/sobre-obrigatoriedade-do-diploma-de.html' title='Sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalismo...'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SjqQmya--PI/AAAAAAAAAD8/cWc72Kwx_lM/s72-c/Censuras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-2842105072061968957</id><published>2009-05-27T10:42:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T12:20:34.515-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wu Tang'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ganjaman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Curumin'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marku Ribas'/><title type='text'>Curumin e seu  Japan Pop Show</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sh19Ff-ltJI/AAAAAAAAAD0/bLysuHurxPQ/s1600-h/curumin.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340562266568111250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sh19Ff-ltJI/AAAAAAAAAD0/bLysuHurxPQ/s320/curumin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Músico versátil da cena paulista, Curumin fez por merecer os elogios ao seu segundo trabalho. Lançado pelo selo YB Music, Japan Pop Show mostra influências nítidas e diversas, que vão do hip-hop, black music, dub e o mais escancarado funk carioca, ou Miami Bass, se preferirem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O disco consegue traduzir tudo isso de forma homogênea e fluida sem causar aquela sensação de “opa! Isso não deveria estar aí”. O fato é que Curumin não parece nem um pouco preocupado em se encaixar “neste” ou “naquele” estilo, o que é ótimo, e reúne tudo aquilo que gosta em seu trabalho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A música de abertura, com o curioso título “Salto no vácuo com joelhada” traz o som de uma daquelas velhas e tradicionais “caixinhas de música”, que aos poucos se mescla às batidas pesadas, lembrando as bases clássicas do Wu tang. O que vêm a seguir é a ótima “Dançando no escuro” com a participação especial do mestre &lt;a href="http://www.blogger.com/www.myspace.com/markuribas"&gt;Marku Ribas&lt;/a&gt;, sempre impressionante em suas interpretações. Curumin, por sua vez, fez de tudo. Programou a MPC, tocou bateria, baixo e teclado, resultando numa das melhores faixas deste disco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Compacto”, já virou hit por aqui e é a primeira vez que ouvimos (neste disco) o multi-instrumentista Curumin cantando (já na terceira faixa). Melódica, tranqüila e com um dos refrões mais pegajosos do disco (no bom sentido) ela foge um pouco do clima da maioria das músicas do álbum, que soa experimental em muitos aspectos, enquanto esta se mantém ancorada num funk brazuca tipo Jorge Ben, competente sem soar pretenciosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Kyoto”, em clima de alerta ecológico, a música conta com as participações dos rappers &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.lastfm.com.br/music/Blackalicious"&gt;Blackalicious&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;a href="http://www.lastfm.com.br/music/Lateef+The+Truth+Speaker"&gt;&lt;strong&gt;Lateef the Thruthspeaker&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;em boas performances, até o Curumin arriscou algumas rimas e mostrou que tem habilidade pra coisa. “Japan Pop Show”, traz um clima de surf music à já complexa salada musical do Curumin, tem pra todos os gostos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sequência a belíssima “Mistério Stéreo”, mais uma prova da versatilidade e riqueza de recursos do músico.&lt;br /&gt;Outra que já entrou fácil para a lista das mais cantadas (pelo menos deste disco) é “Mal estar Card”, bem conhecida pela genial frase “&lt;em&gt;cadê minha fatia de filé? O osso é duro de roer&lt;/em&gt;...”Letra ácida e crítica que questiona a disparidade de oportunidades, tão comum em nosso país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Caixa Preta” conta com a participação do onipresente B Negão, divertida e dançante bem ao estilo do funk carioca, mas, lógico, sem descambar para a futilidade e o sexismo que popularizou o estilo. “Sambito (Totaru Shock)”. Seria uma espécie de samba de japonês com música eletrônica, inclusive cantado no idioma da terra do sol. Fechando o álbum “Esperança” e “Fu Manchu”, esta última com programações do &lt;a href="http://www.myspace.com/danielganjaman"&gt;Daniel Ganjaman&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://www.myspace.com/instituto"&gt;Instituto&lt;/a&gt;, só para frisar, embora as faixas programadas pelo próprio Curumin não percam em nada para esta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Definir em poucas palavras o trabalho deste cantor, rapper, baterista e beatmaker, entre outras coisas, é impossível e classificá-lo mais ainda (como se fosse realmente necessário algum tipo de rótulo). Vale dizer que o trabalho não é dado de forma gratuita ao ouvinte e se torna melhor ainda a cada nova audição. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-2842105072061968957?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/2842105072061968957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=2842105072061968957' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/2842105072061968957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/2842105072061968957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/05/curumin-e-seu-japan-pop-show.html' title='Curumin e seu  Japan Pop Show'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/Sh19Ff-ltJI/AAAAAAAAAD0/bLysuHurxPQ/s72-c/curumin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-3629115330598335013</id><published>2009-05-18T09:49:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T10:05:37.981-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Wu Tang'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kill bill'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Method Man'/><title type='text'>Sob a sombra do Wu-Tang Clan e 36 Chambers</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShGTC8YHV4I/AAAAAAAAADs/ff_jXnaUxGo/s1600-h/wutangclan-enterthewutang2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 255px; FLOAT: left; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337208712187041666" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShGTC8YHV4I/AAAAAAAAADs/ff_jXnaUxGo/s320/wutangclan-enterthewutang2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerado um dos mais emblemáticos grupos de rap dos últimos tempos, o Wu Tang Clan é responsável por quebrar alguns paradigmas do estilo e divide opiniões até hoje. Simplesmente não há meio termo, ou se gosta muito do que eles fizeram, ou se odeia completamente. Mas é inegável o fato de que este grupo novaiorquino composto por 9 mcs (!!!) é uma das maiores e mais importantes referências do hip-hop mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo é encabeçado por RZA (líder e produtor do projeto), acompanhado por Old Dirty Bastard –O.D.B- (falecido em 2004), Method Man (o mais carismático dos Wu Tangs), Ghost Face Killa, Inspectah Deck, U -God, Raekwon, Cappadonna e GZA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco de estréia Enter the Wu-Tang (36 Chambers) -1993- foi um contra-ponto interessante num período dominado pelo rap super-produzido de Los Angeles, representado por nomes como Snoop Dogg e seu então recém lançado Doggystile (1993), álbum de estréia do rapper , e Doctor Dre com seu “The Chronic” (1992). Dre é considerado por muitos como o “Midas” do gênero por revelar, além de Snoop Dogg, outros caça-níqueis da indústria fonográfica como Eminem e o onipresente e lamentável 50 Cent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Wu Tang trazia em 36 Chambers outra proposta estética, bem mais simples, com samplers crus inaugurando a era do efeito loop “descarado” nas bases de rap, ou seja, samplers propositalmente repetitivos, deixando toda a atenção voltada para as levadas e versos dos rappers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral o som apresentava um aspecto mais rústico, mas o que a primeira vista pode parecer falta de recursos é algo proposital, como o próprio RZA explicou posteriormente, e essa estética se tornou uma das principais marcas do grupo que mostrava bons mcs em ótimas performances, abordando assuntos ligados às comunidades negras norte-americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado o Wu Tang estava longe da ostentação do rap produzido em Los Angeles (a velha história de carros e mulheres), também não apresentava a sofisticação do discurso politizado do Public Enemy. RZA e seus “asseclas” estavam mais voltados para as ruas com um discurso tão direto quanto o seu som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente isso não diz muito sobre o que é este disco ou mesmo o fenômeno que se tornou o Wu Tang Clan. O grupo é tão icônico que chega a ser quase uma religião, com seguidores no mundo inteiro. Para entender melhor este universo é necessário observar as referências que deram origem ao trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de tentar trazer de volta o espírito do hip-hop do início dos anos 80 o grupo tinha como inspiração os tradicionais filmes setentistas de Kung-fu, tanto que o nome “Wu Tang” é inspirado em um destes filmes “B”. O próprio título do cd “36 Chambers” (36 salas) é uma alusão a um destes enlatados, que conta a história em que os monges do Wu Tang têm que atravessar as 36 câmaras do templo Shaolin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais referências foram importantes, principalmente para RZA que, não por acaso, se tornaria responsável pela trilha sonora dos filmes Kill Bill Vol 1 e Volume 2, dirigidos por Quentin Tarantino e estrelados por Uma Thruman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao 36 Chambers, o disco está recheado de efeitos sonoros tirados diretamente dos filmes clássicos de artes marciais dos anos 70, além de falas (da dublagem em inglês, é claro) constantemente encontradas nos interlúdios e introduções das músicas. Até mesmo trechos das trilhas sonoras foram utilizados na construção das bases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil eleger quais as melhores faixas deste álbum, mas, para apontar algumas, segue a lista: CREAM, a música é trilha sonora clássica para qualquer um que tenha acompanhado o rap norte americano dos últimos 15 anos. Shame on a Nigga, faixa funkeada, uma das melhores na minha opinião, que só por reunir ODB, Method Man e Ghost Face Killa já vale o tempo de audição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clan In da Front exemplo de base repetitiva, sem grandes variações sonoras, que, como eu havia dito, tornou-se uma das marcas do grupo. Outra que não pode ser esquecida é a fantástica Method Man, interpretada pelo próprio Method, onde ele já mostrava as qualidades que o definiriam posteriormente como o principal nome do Clan, como o carisma citado anteriormente, a ótima performance vocal e a genialidade de suas rimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36 Chambers é considerado por muitos como o melhor dos 5 álbuns lançados pelo Wu Tang, posição disputada pelo segundo disco, Wu Tang Forever (1997).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma o trabalho é quase uma unanimidade e é, de longe, um dos melhores discos da história fonográfica do hip-hop. O que não quer dizer que indivíduos pouco habituados ao estilo vão gostar logo de início, mas é um bom lugar pra começar, principalmente para entender o mito por trás do Clan. Fica a dica. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-3629115330598335013?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/3629115330598335013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=3629115330598335013' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3629115330598335013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3629115330598335013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/05/sob-sombra-do-wu-tang-clan-e-36.html' title='Sob a sombra do Wu-Tang Clan e 36 Chambers'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShGTC8YHV4I/AAAAAAAAADs/ff_jXnaUxGo/s72-c/wutangclan-enterthewutang2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-6961389561651487795</id><published>2009-04-26T16:39:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T19:59:55.603-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Run DMC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gabriel o Pensador'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beat Street'/><title type='text'>Gabriel Contino, o homem que eles amam odiar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SfT10IlhRFI/AAAAAAAAAC4/v-PKUGTAsSg/s1600-h/Gabriel_o_Pensador.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 231px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329154535092995154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SfT10IlhRFI/AAAAAAAAAC4/v-PKUGTAsSg/s320/Gabriel_o_Pensador.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O ano era 1993, a palavra “rap” era desconhecida da maior parte do público brasileiro. Apesar de nomes como a dupla paulista Thaide &amp;amp; Dj Hum terem iniciado o processo com a primeira música do gênero executada em FM`s ainda em 1988, a popularização do estilo acabou ficando sob a responsabilidade de um garoto carioca de classe média chamado Gabriel Contino.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Filho da assessora de imprensa da campanha de Fernando Collor de Melo, Belisa Ribeiro, Gabriel cresceu ouvindo Bob Marley, e em certa altura da vida se viu fortemente influenciado por ícones como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Run-D.M.C."&gt;Run DMC &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Beastie_Boys"&gt;Beastie Boys&lt;/a&gt;, o que fez com que ele se interessasse pelo hip-hop. Conheceu a cultura com o sucesso estrondoso do álbum Thriller do Michael Jackson, que usava muito do impacto visual dos passos de break dance, e depois com o filme &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UgZB7e-kIkw"&gt;Beat Street&lt;/a&gt;, que apresentava as quatro artes básicas do hip-hop (rap, break, Dj, grafite).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A música que levaria Contino ao mainstream (de uma forma meio indireta) foi gravada em 1992, no estúdio de um amigo, com poucos recursos, e satirizava a morte (fictícia, claro) do então presidente Collor. A música “&lt;em&gt;Hoje eu to feliz: matei o presidente&lt;/em&gt;“ foi censurada pelo ministério da justiça, o que só serviu para aguçar a curiosidade das pessoas quanto ao trabalho do rapper. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como resultado, Gabriel foi o primeiro rapper da história do Brasil a assinar contrato com um grande selo. O disco de estréia levava o nome adotado pelo rapper: “Gabriel O Pensador” e foi lançado pelo selo &lt;em&gt;Chaos/ Sony Music&lt;/em&gt;, que também foi responsável pelos discos do Planet Hemp. O sucesso foi imediato, a música Retrato de um Playboy, que ironizava o modo de vida de uma parcela da classe média brasileira, caiu rapidamente no gosto popular. Irônia ou não, os playboys criticados por Gabriel eram alguns de seus maiores ouvintes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra faixa do disco de estréia de Gabriel que merece destaque é a música lôraburra, que têm seu principal mérito por ter apresentado ao país um certo grupo paulista que se tornaria ícone do rap nacional. Estou falando do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Racionais_MC"&gt;Racionais Mcs&lt;/a&gt;, cuja música “&lt;em&gt;mulheres vulgares&lt;/em&gt;”, do disco de estréia “&lt;em&gt;Holocausto Urbano&lt;/em&gt;”, foi sampleada por Gabriel, com direito a citação e tudo: “...&lt;em&gt;e como dizem os Racionais: Mulheres vulgares uma noite e nada mais&lt;/em&gt;” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, o Racionais teve seu terceiro disco, “&lt;em&gt;Raio X do Brasil&lt;/em&gt;” (Zimbabwe- 1993), distribuído pela Warner, e duas músicas amplamente executadas nas rádios comerciais, “&lt;em&gt;Fim de semana no parque&lt;/em&gt;” e “ &lt;em&gt;O homem na estrada&lt;/em&gt;”. O fato do disco do rapper carioca ter tido uma aceitação acima da média fez com que outras gravadoras enxergassem o rap como um investimento interessante. Apesar do sucesso com o público leigo (ou talvez por causa dele) Gabriel foi hostilizado por uma grande parcela dos ouvintes habituais de hip-hop. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No território paulista, que na época era o mais conhecido reduto dos rappers brasileiros, o Pensador foi visto com desconfiança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho foi produzido com competência por Fábio Fonseca, que buscou facetas, até então, inexploradas no rap brazuca, como a mistura de ritmos nordestinos, a exemplo da faixa “&lt;em&gt;E você&lt;/em&gt;?”. Gabriel, por sua vez, usava e abusava de boas levadas, críticas inteligentes e bem sacadas, dialogando com as mais diversas camadas sociais, tanto que conseguia por&lt;img class="gl_italic" border="0" alt="Itálico" src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" /&gt; em pauta assuntos que eram (e ainda são) verdadeiros tabus, como a questão do racismo no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se o trabalho reunia todos estes adjetivos, porque a rejeição por parte da comunidade mais ligada ao rap? É preciso analisar o contexto daquele período. Primeiro, a postura bem-humorada de Gabriel, apesar das críticas ácidas, não era algo tão comum entre os rappers brasileiros, a figura do gangsta rap estava em alta neste período. Outro fator a ser considerado é a postura anti-mídia por parte da moçada do hip-hop, muito vigente naqueles tempos. E Gabriel fazia o caminho inverso, indo em programas globais e contracenando com astros do mainstream. Claro que os tempos mudaram (e as mentalidades também), então gente como Xis e Marcelo D2 pôde fazer o mesmo, sendo ainda menos politizados e sem o apedrejamento sofrido pelo Pensador durante os anos 90.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da mesma forma, o fato de possuir um trabalho com abordagem mais ampla, tratando de assuntos que não estavam ligados especificamente às periferias (e nem poderia ser diferente), pode ter dificultado a sua identificação junto àquele público, muito habituado a ver na figura do rapper um autêntico representante das necessidades de determinada comunidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que não se pode negar é o fato de que o trabalho de Gabriel o Pensador foi essencial para o desenvolvimento e popularização do rap nacional. Sem dúvida, o primeiro artista do gênero a dialogar com os mais diversos públicos, além de servir de inspiração inicial para uma infinidade de rappers, dentre os quais eu me incluo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A carreira do Pensador continuou (e ainda continua), 6 discos depois, alguns bons, outros totalmente esquecíveis, na minha humilde opinião, o que não reduz a importância da obra do sujeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-6961389561651487795?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/6961389561651487795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=6961389561651487795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6961389561651487795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/6961389561651487795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/04/blog-post.html' title='Gabriel Contino, o homem que eles amam odiar'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SfT10IlhRFI/AAAAAAAAAC4/v-PKUGTAsSg/s72-c/Gabriel_o_Pensador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1204409664831140530</id><published>2009-03-28T21:02:00.000-07:00</published><updated>2009-03-28T21:21:49.049-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música Minas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fórum da Música de Minas Gerais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Novos tempos?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Este blog têm ficado assim, meio abandonado,por falta de tempo e outras “cositas” mas cá estamos para não perder o hábito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Essa foi uma semana agitada para todos os que estão envolvidos com música (autoral) em Minas gerais. Articulações de entidades como a COMUM (Cooperativa da Música de Minas), SIM (Sociedade Independente da Música), CMMI (Circuito Mineiro de Música Independente), AMMIG (Associação Artística dos Músicos de Minas Gerais) - que formam o Fórum da Música de Minas Gerais- junto à Secretaria de Cultura, deram origem ao programa Música Minas, cujo objetivo é dar maior visibilidade aos trabalhos produzidos por aqui. O projeto foi lançado oficialmente no dia 24 de março, no Palácio da Liberdade, e contou com a presença de produtores, músicos e demais profissionais ligados à essa cadeia produtiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A iniciativa e louvável e digna de nota, já que pretende promover a produção local e conta com uma verba total de R$ 1,554 milhão (um milhão, quinhentos e cinqüenta e quatro mil reais. O programa é formado por dois editais: o de passagens que concede transporte aéreo para artistas e demais profissionais da música quando os mesmos receberem convites para participação em eventos importantes em outras localidades, e o de circulação, através do qual serão selecionados 25 artistas para a realização de 75 shows em capitais do país e no exterior. O texto diz que tanto artistas de renome quanto aqueles que ainda estão buscando seus espaços terão oportunidade, independente do estilo musical. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se na prática tudo será tão democrático assim, sem privilégios, só o tempo dirá.&lt;br /&gt;Mas, desde já, podemos dizer que é uma grande conquista, viabilizada pela organização da classe artística local. Não se pode mais negar que existe uma forte movimentação e articulação da cena no estado. Que novos avanços venham!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1204409664831140530?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1204409664831140530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1204409664831140530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1204409664831140530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1204409664831140530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/03/novos-tempos.html' title='Novos tempos?'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-788146267208843427</id><published>2009-01-15T18:15:00.000-08:00</published><updated>2010-06-27T20:02:02.911-07:00</updated><title type='text'>Bela sapatada!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SW_wp_TPHqI/AAAAAAAAACw/W3F-OGEbwJs/s1600-h/sapatada.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 212px; FLOAT: left; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291712691341041314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SW_wp_TPHqI/AAAAAAAAACw/W3F-OGEbwJs/s320/sapatada.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A saída do "W" da casa Branca não poderia passar batido neste blog, não é mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bom, o Cowboy texano, famoso por suas gafes, pelas fraudes eleitorais e, principalmente, por promover "guerras fictícias", como bem disse o cineasta estdunidense Michael Moore, finalmente vai pendurar as chuteiras. Claro, isso depois de ter realizado o sonho de ser "Senhor da Guerra", brincar de mocinho e bandido contra o vilanesco &lt;strong&gt;Sadan Hussein&lt;/strong&gt;, ter deixado toda a nação iraquiana em condições que nem o pior dos ditadores conseguiria sozinho além de criar seu próprio campo de concentração em Guantanamo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se a administração Bush Júnior trouxe algo de positivo ao mundo foi mostrar até aos maiores puxa-sacos do &lt;em&gt;Tio S&lt;/em&gt;am que as missões humanitárias do exército americano ao redor do mundo de fato não tem nada de "humanitárias".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Claro que eu lamento, entre outras coisas, pelo fato do jornalista iraquiano &lt;strong&gt;Al Zaide&lt;/strong&gt; não ter uma mira melhor e ter finalmente desmanchado aquele sorrisinho neo-conservador com uma bela sapatada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(parafraseando meu amigo Boave)Saravá!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-788146267208843427?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/788146267208843427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=788146267208843427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/788146267208843427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/788146267208843427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/01/bela-sapatada.html' title='Bela sapatada!'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SW_wp_TPHqI/AAAAAAAAACw/W3F-OGEbwJs/s72-c/sapatada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7238654480072798372</id><published>2009-01-10T18:00:00.000-08:00</published><updated>2010-06-27T20:25:58.648-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sadam Hussein'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barack Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='George W Bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luiz Inácio Lula da Silva'/><title type='text'>Um mundo em transição?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SWlUsyswYRI/AAAAAAAAACo/kwSaBsgjQ1w/s1600-h/super_obama_alex_ross%5B1%5D.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 274px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289852365823828242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SWlUsyswYRI/AAAAAAAAACo/kwSaBsgjQ1w/s320/super_obama_alex_ross%5B1%5D.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O título acima não é nenhuma tentativa de ironia ou coisa parecida. É realmente uma pergunta. Impossível deixar de notar algumas mudanças importantes, principalmente no campo político. Me refiro, entre outras coisas, à vitória do senador norte-americano, Barack Husseim Obama, recentemente alçado à condição de chefe de Estado da nação mais poderosa do mundo. Tudo bem, seria apenas mais um a ocupar a Casa Branca não fosse o fato de se tratar de um negro de ascendência queniana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fato estarrecedor, principalmente se levarmos em conta o fato de que há apenas 40 anos atrás, pouquíssimo tempo em termos históricos, os negros estadunidenses ainda lutavam por direitos básicos de cidadania, e apanhavam por isso. A eleição do senador democrata representa uma espécie de ruptura importante com alguns conceitos arcaicos e com uma história marcada pelo racismo. Isso obviamente não quer dizer que o racismo acabou, nem aqui nem lá, mas é um passo e tanto. Dizer que as coisas só pioram é tão mentiroso quanto afirmar o contrário. A história é feita de avanços e retrocessos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acho que fui feliz em muitos aspectos, principalmente por poder ter presenciado, em meu tempo, alguns fatos importantes da história mundial. Em 2003 quando o operário Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência do Brasil, era algo igualmente grandioso. Pela primeira vez não eram os membros das oligarquias brasileiras que ocupavam o cargo. Em um país marcado por uma ditadura que durou décadas, e cujos efeitos repercutem até hoje, dominado desde sempre por uma elite que sempre governou para ela própria e cuja história política (não poderia ser diferente) fora construída de cima para baixo, a assensão de Lula ao poder era algo no mínimo inusitado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Verdade que a questão da reforma agrária permanece onde sempre esteve e o fato de ter sido um governo de alianças com antigos inimigos políticos (como qualquer governo brasileiro será se não ocorrer uma reforma política) fez com que não tivessemos uma administração tão progressista.&lt;br /&gt;Mas nem isso tira a importância histórica do fato e as conquistas, inéditas até então, conseguidas por este governo. Mesmo com as perseguições preconceituosas, onde ele era acusado de ser um homem pouco “culto” e, portanto, incapacitado para assumir tamanha responsabilidade, o governo conseguiu dar passos importantíssimos na área social, embora utilizasse boa parte da cartilha econômica do antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Tivemos ainda a assensão de outros governos de esquerda na América Latina, como Hugo Chavez na Venezuela e do índio Cocalero, Juan Evo Moralez na Bolívia. Enfim, o mundo está em um processo de mutação só imaginável há décadas atrás em livros de ficção, e daqueles otimistas ainda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao senador Obama, agora presidente, é sem dúvida um marco histórico, que eu espero, num futuro próximo não seja mais motivo de tanta comemoração, porque aí os negros já terão conquistado seu lugar na sociedade em pé de igualdade e nada disso chamará a atenção (se bem que isso é pauta pra outra discussão). De qualquer forma, é importante salientar que a América continuará lutando por sua posição hegemônica no mundo. Independente de quem estiver no poder, democratas ou republicanos.&lt;br /&gt;Claro que o &lt;em&gt;cowboy&lt;/em&gt; texano, segundo da linhagem dos Bush a assumir a presidência, conseguiu ser mais desastroso do que a política de seu próprio país permitia, mas a relação entre o Tio Sam e o resto do mundo não deve mudar tanto assim. Obama representa uma ruptura óbvia, mas ainda assim é o representante dos Estados Unidos da América. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma há um sentimento de otimismo em todo o mundo por conta da eleição de Obama, o que fez com que 2008 tivesse um sabor de “final feliz” (mesmo que não para todos), pelo menos no que diz respeito aos rumos da política mundial. Se as expectativas serão frustradas ou não só o tempo dirá. O discurso pelo menos é menos conservador e retrógado que o do seu antecessor. O fato em si já é digno de nota justifica um certo otimismo, mesmo que o façamos com os “pés no chão”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7238654480072798372?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7238654480072798372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7238654480072798372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7238654480072798372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7238654480072798372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2009/01/um-mundo-em-transio.html' title='Um mundo em transição?'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SWlUsyswYRI/AAAAAAAAACo/kwSaBsgjQ1w/s72-c/super_obama_alex_ross%5B1%5D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-4072150655290108632</id><published>2008-12-08T07:27:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T07:31:03.547-08:00</updated><title type='text'>Múltipla</title><content type='html'>Viva a diversidade, salve a diferença, na música na arte, na dança, no olhar, no jeito de falar.&lt;br /&gt;Na expressão e suas várias formas, sociedade múltipla...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De múltiplas faces, diversos contrastes...&lt;br /&gt;Contrastes de pensamento, de gênero, de credo e etnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A beleza não tem uma única face. A música ecoa para todos os gostos e ouvidos.&lt;br /&gt;Afinados, desafinados: Que cantem,a expressão é o que importa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tambores, latas, panelas, batuquem.&lt;br /&gt;A hora é agora!A imposição de poucos sobre os demais, refutem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo as fórmulas prontas, que a diferença se faça presente.&lt;br /&gt;Sem vergonha de ser o que é, sem o aval da vênus platinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o sincretismo! Um viva aos poetas, párias e malditos.&lt;br /&gt;Aos que caminham pela mudança, aos que falam através da dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que cantam com as palavras, aos que transmitem com o olhar.&lt;br /&gt;Que a arte se faça presente, sempre, pois a vida é arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte que se aprende, arte que se ensina, arte em todas as formas.&lt;br /&gt;Viva o improviso, aos que têm coragem de ousar de inventar e se reinventar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-4072150655290108632?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/4072150655290108632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=4072150655290108632' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/4072150655290108632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/4072150655290108632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/12/mltipla.html' title='Múltipla'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-7449158442750312016</id><published>2008-10-05T09:04:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T20:03:14.048-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hip-hop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Spike Lee'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Public Enemy'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fight The Power'/><title type='text'>A influência do Public Enemy e os 18 anos de Fear of a Black Planet</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SOjmgqxnvfI/AAAAAAAAACg/pjUTCktYRlM/s1600-h/public-enemy.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 277px; FLOAT: left; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253702414240300530" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SOjmgqxnvfI/AAAAAAAAACg/pjUTCktYRlM/s320/public-enemy.jpg" width="289" height="235" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1990, início de uma década importante, para mim particularmente. O primeiro presidente (pós ditadura) eleito pelo voto direto acabara de tomar posse, a guerra fria se aproximava do fim e o horizonte apresentava aquilo que alguns “profetas” iriam, erroneamente, chamar de “fim da história”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi em meio a todo este turbilhão de acontecimentos que ouvi falar pela primeira vez do Public Enemy, um dos grandes ícones do hip-hop e da música mundial. Hoje, numa época em que o mainstrean é dominado por nomes como Fiffty Cents e os vídeo-clipes norte americanos de rap remetem, a carros, mulheres dinheiro e ostentação vazia a perder de vista, é difícil imaginar um discurso tão visceral e contundente quanto o do Public Enemy na programação normal da MTV. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A postura do trio influenciou toda uma geração de artistas no mundo inteiro (o Racionais Mcs surgiu tendo o Public Enemy como principal referência) e deu ao rap uma conotação que vêm se perdendo com o passar dos anos, a idéia de críticas ácidas e inteligentes. Gente como Zack de La Rocha e seus companheiros do Rage Against The Machine, sofreram influência direta do trabalho e da postura ativista do grupo. As letras de Chuck D, Flavor Flav e o Dj Terminator X, focavam sempre questões como racismo, mobilização social e criticavam até mesmo a política externa e belicista dos Estados Unidos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O álbum Fear of a Black Planet, lançado no ano de 1990, está entre os mais importantes discos da história, trazendo faixas como a antológica “Fight the Power”, música que no ano anterior- 1989- havia sido tema do filme “Faça a coisa certa” do cineasta Spike Lee. Impressionante o quanto, 18 anos depois, o álbum permanece atual e instigante. O trabalho foi construído num período em que o rap estava muito mais ligado ao conceito de contra-cultura do que a qualquer tipo de modismo e estereótipo midiático. Músicas marcantes como “Brothers Gonna Work It out” fugiam totalmente da linha convencional do gênero, misturando guitarras a samplers barulhentos ( sirenes e outros sons indecifráveis) que davam a base perfeita para as mensagens politizadas e corrosivas de Chuck D, a exemplo de clássicos como “Welcome to The Terrordrome” e a polêmica “Anti-nigger Machine”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O manifesto ia além das letras, era estético também, uma verdadeira desconstrução de tudo que era (e ainda é) convencional na indústria fonográfica. Posteriormente vieram outros discos memoráveis dentre os quais destaco os ótimos “He got game” (1998) e “Revolverlution” (2002). Quando Chuck D (Carlton Douglas Ridenhour) fundou o grupo, nos anos 1980, tinha a intenção clara de trazer algo totalmente novo à construção musical do rap. A contribuição do Public Enemy para o hip-hop (que é uma cultura e não simplesmente um estilo musical) pode ser facilmente comparada com a importância que bandas como Rolling Stones têm para a história do rock e todo o modelo de comportamento que o estilo traz na bagagem. Chuck D e Cia completam mais de vinte anos de estrada, é um dos poucos grupos e artistas de rap daquele período ainda em atividade, o que os deixa entre os trabalhos mais duradouros da história, ao lado de grupos importantes como o RUN DMC e De La soul. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que, se me apaixonei pelo hip-hop de forma irremediável foi por causa de discos como Fear of a Black Planet e outros tantos trabalhos inspirados na postura dos Public Enemy, e se existe uma essência atemporal para o rap eles são alguns dos grandes responsáveis por isso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-7449158442750312016?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/7449158442750312016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=7449158442750312016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7449158442750312016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/7449158442750312016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/10/influncia-do-public-enemy-e-os-18-anos.html' title='A influência do Public Enemy e os 18 anos de Fear of a Black Planet'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SOjmgqxnvfI/AAAAAAAAACg/pjUTCktYRlM/s72-c/public-enemy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1839641702680788489</id><published>2008-09-21T19:52:00.000-07:00</published><updated>2008-09-21T19:56:18.266-07:00</updated><title type='text'>Jabaculê nas rádios e emissoras de tv</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao ouvir a mesma música repetidas vezes nas principais FM’s (e AM’s também) a impressão que temos é que a música em si está sendo veiculada por mérito próprio, ou seja simplesmente pela aclamação do público, mesmo quando o gosto nos parece duvidoso.O que a maioria das pessoas sequer desconfia é que por trás do aparente sucesso de algumas obras fonográficas está um esquema de merchandising, mais conhecido no meio musical como “jabá”, abreviação do termo popular “jabaculê”( do Aurélio: gorjeta, dinheiro usado para subornar alguém). A tal “música de sucesso” é executada mediante o pagamento de uma quantia considerável em dinheiro (que varia de 5 mil a 20 mil reais), ou qualquer outra forma de pressão exercida pelas grandes gravadoras. Trata-se de um negócio extremamente lucrativo, em que a gravadora vende uma quantidade enorme de cópias de CDs dos seus principais artistas enquanto as emissoras de rádio, e de TV também, têm neste tipo de promoção uma das suas grandes fontes de renda. A pergunta que fazemos a partir daí é “quem se prejudica?”, a princípio o público, que é enganado já que é levado a acreditar que os seus cantores favoritos permanecem no “topo” graças à genialidade de sua obra artística, como o próprio B Negão (ex-Planet Hemp) definiu uma vez é “engano ao consumidor”. O público ainda é lesado em outro aspecto já que este tipo de esquema não permite o acesso a outros trabalhos artísticos limitando o conhecimento das pessoas ao eterno “mais do mesmo”. Do outro lado está o artista, aquele que não possui meios (ou se nega) a pagar para que seu trabalho seja veiculado nas rádios. Este acaba prejudicado porque o espaço nas emissoras não depende do seu talento e sim do seu poder de compra.E engana-se quem acredita que essa prática seja recorrente apenas nas rádios convencionais, algumas emissoras que se auto–intitulam “comunitárias” fazem o mesmo. Importante lembrar que não se trata de nenhum tipo de preconceito contra essas formas de comunicação alternativas, muito pelo contrário, a intenção aqui é estabelecer a diferença entre as verdadeiras comunitárias e aquelas que apenas utilizam a alcunha, por mera convenção. Existem ainda aqueles artistas que, mesmo não possuindo recursos financeiros para tanto, acabam conseguindo, às custas de economias forçadas, a quantia necessária para pagar as tais emissoras (sejam convencionais ou “comunitárias”). O problema é que quando o músico resolve colaborar com este esquema ele ajuda a alimentar o que há de mais sujo na indústria musical, o famigerado e imoral jabá. O disco deixa de ser arte para virar produto, tudo bem que seja “produto”, mas ser reduzido a apenas isso? O resultado é visível “bunda-music”, e “emo-boy bands” aos montes na programação diária. Dizer que a música brasileira está degradada é uma mentira, o que acontece é que gravadoras e afins investem alto, financeiramente falando, em produtos de qualidade baixa e fácil digestão, mas os bons artistas ainda estão aí, mesmo que sem espaço nas emissoras. Caso como o do Nação Zumbi, uma das melhores bandas do Brasil que “estranhamente” não tem suas músicas executadas nas rádios convencionais, simplesmente porque não participa deste esquema de merchandising. Isso sem falar de uma infinidade de músicos talentosos Brasil afora que procuram alternativas para a divulgação de suas obras, felizmente estas “alternativas” existem, são as rádios livres, rádios comunitárias (apesar do papel repressivo da ANATEL) e os espaços existentes hoje na web (coisa impensável há alguns anos atrás).Todas estas opções constituem um “furo” no bloqueio imposto pelo oligopólio das emissoras de rádio, tv e grandes gravadoras, as chamadas majors. Apesar disso o alcance destes meios alternativos ainda é limitado, sendo que a grande via de acesso para a produção musical ainda se dá através dos grandes veículos de comunicação. O projeto de lei idealizado pelo músico Lobão e o deputado Fernando Ferro em 2003, que propunha a criminalização do Jabá (com penas que variam de um a dois anos), gerou polêmica e contou inclusive com o apoio do nosso ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, apesar disso o PL número 1.048/03 ainda aguarda na fila para apreciação em plenário. O pedido de urgência apresentado pelo deputado Miro Teixeira do PDT – RJ foi negado pela mesa diretora da câmara. Me parece que o lobby da indústria da comunicação ainda fala mais alto que o bom senso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1839641702680788489?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1839641702680788489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1839641702680788489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1839641702680788489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1839641702680788489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/09/jabacul-nas-rdios-e-emissoras-de-tv.html' title='Jabaculê nas rádios e emissoras de tv'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-2014887001030034240</id><published>2008-07-25T08:50:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T20:03:55.601-07:00</updated><title type='text'>Dark Knight</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4cQVgPUfft4/SIn4MKQjo5I/AAAAAAAAABw/GADfFyflj6U/s1600-h/thedarkknight_68.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; FLOAT: left; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226981730336088978" border="0" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4cQVgPUfft4/SIn4MKQjo5I/AAAAAAAAABw/GADfFyflj6U/s320/thedarkknight_68.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dark Knight:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Bom demais para ser verdade” acho que essa é a frase que tomou conta das mentes dos nerds do mundo inteiro ao assistir Dark Knight , adaptação do herói Batman para as telas de cinema. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma das grandes virtudes do filme é o fato de não ser uma produção voltada exclusivamente para o público leitor de quadrinhos, embora as características dos personagens tenham sido respeitadas. Aliás, o Coringa interpretado por Heath Ledger é melhor que qualquer versão do personagem apresentada anteriormente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O último trabalho completo deste ator australiano é digno de reconhecimento, inclusive supera em muito a caracterização feita por Jack Nicholson em 1989. O vilão é a alma do filme em muitos aspectos, uma verdadeira força fora de controle, mas o núcleo dramático da história gira em torno do personagem interpretado por Aaron Eckhart, o promotor público Harvey Dent, que posteriormente se transforma no vilão Duas Caras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Christopher Nolam já havia conseguido apagar o estigma dos filmes de Joel Schumacher e Tim Burton ao repaginar o personagem com o seu “Batman begins”, mas Dark Knight destrói definitivamente qualquer referência às piadas infames e às luzes de neon dos homens-morcego anteriores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Trata-se de um filme sombrio que faz jus ao título “cavaleiro das trevas”, o roteiro é coerente, complexo, não deixa pontas soltas e em momento algum o filme faz concessões que o façam perder a dignidade para que possa atingir uma gama maior de espectadores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O roteiro se mantém surpreendente até mesmo para quem já tinha uma leve noção da abordagem da história e o clímax continua crescendo mesmo após a última aparição de Ledger na tela. O tema central é a responsabilidade e a importância de Batman enquanto símbolo de uma cidade corrompida pelo crime. Vemos o fardo que Bruce Wayne terá que carregar por ser a única pessoa capaz disso, fica claro o papel de pária assumido pelo personagem, um pária muito mais necessário que um herói para a caótica Gotham City.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A grande surpresa é que o filme é sucesso de crítica, um dos maiores blockbusters da história de Holliwood, superando até mesmo a bilheteria de filmes como Spider-man 3, e isso tudo seguindo uma receita nada convencional para os tradicionais filmes de verão, em sua maioria pirotécnicos e descerebrados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A película já é um clássico, não apenas como adaptação de Hqs, mas como obra cinematográfica. Se a Warner for seguir a mesma receita para as demais produções baseadas em vigilantes fantasiados, então boas novidades estarão à nossa espera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-2014887001030034240?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/2014887001030034240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=2014887001030034240' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/2014887001030034240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/2014887001030034240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/07/dark-knight.html' title='Dark Knight'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4cQVgPUfft4/SIn4MKQjo5I/AAAAAAAAABw/GADfFyflj6U/s72-c/thedarkknight_68.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5225929624504929068</id><published>2008-07-17T20:00:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T20:40:52.417-07:00</updated><title type='text'>Desigualdade e Racismo no Brasil: eterno tabu</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4cQVgPUfft4/SIAKX4YhftI/AAAAAAAAABo/hAEhxKlO1JM/s1600-h/Escravos_capoeira%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224186973138288338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px" height="224" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4cQVgPUfft4/SIAKX4YhftI/AAAAAAAAABo/hAEhxKlO1JM/s320/Escravos_capoeira%5B1%5D.jpg" width="279" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falar de relações raciais no Brasil sempre constituiu um tabu principalmente pela forma como essas relações foram construídas ao longo dos tempos.O processo de escravidão, e a cultura que se estabeleceu graças a ele, deixou marcas profundas que repercutem ainda hoje. Uma das razões para o aprofundamento do preconceito velado no Brasil é o fato de que a história relegou ao negro o papel de figura passiva, mera mão de obra escrava e, até pouquíssimo tempo, os livros didáticos ensinavam que o negro foi escravizado porque se adaptava melhor à situação de trabalho forçado, coisa que não aconteceu com os povos indígenas. Maior absurdo é que este tipo de impropério era ensinado como se fosse coisa séria. A difusão de idéias como essa colaborou para que uma imagem menor do negro enquanto indivíduo fosse construída ao longo da história, e ajudou inclusive para que se firmasse uma idéia de incompetência em relação aos afro-descendentes. Este e outros fatores ajudam a entender as razões que levaram os negros desenvolverem uma baixa auto-estima em relação á própria etnia, o que não é de se surpreender. Obviamente este perfil vêm sendo alterado principalmente entre os que tiveram acesso à educação formal e outros que encontraram formas alternativas de construção de suas identidades. Aliás, outras formas de construção de identidade vêm em primeiro lugar, como as provenientes de movimentos como o hip-hop e a convivência em outros grupos intimamente ligados à cultura afro-brasileira tais como congado, capoeira e outros, todos eles capazes de conferir ao indivíduo uma fator identificador alternativo aos meios de comunicação. O fato é que a influência do negro na cultura nacional recebeu um lugar de pouca importância em nossa história, isso quando aspectos culturais dos povos africanos não foram sistematicamente demonizadas e marginalizadas como no caso de manifestações religiosas como o Candomblé. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há uma grande dificuldade em confrontar tais afirmações com a opinião vigente, principalmente porque vivemos o eterno mito da “democracia racial”. O país em que as raças "se irmanam" e convivem na "mais completa harmonia" e com igualdade de oportunidades, esconde um racismo velado, o que o torna mais difícil de ser combatido. Importante lembrar que a disparidade em termos de oportunidades não é apenas de cunho social e econômico. Não por acaso a dificuldade de acesso possui um perfil racial bem definido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Brasil é o país fora do continente africano que possui o maior número de afro-descendentes, sendo que estes constituem cerca de 45% da população brasileira e os mesmos constituem 64% da população mais pobre e 69% do total de indigentes. Importante lembrar que estes 45% da população brasileira não encontram representação, nem de longe, equivalente nos meios de comunicação ou nos cargos considerados de maior prestígio.O IDH – Indice de Desenvolvimento Humano – que mede a qualidade de vida das populações baseado em itens como alfabetização, riqueza e expectativa de vida – se mostrou alto no último relatório da ONU referente ao Brasil, entretanto o IDH da população negra manteve-se baixo, embora tenha apresentado um crescimento considerável se comparado ao relatório anterior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Embora os avanços recentes tenham sido notáveis, eles ainda apresentam números tímidos mas vale ressaltar que algumas medidas importantes têm sido adotadas. Uma delas é a questão das ações afirmativas, a velha história das cotas para negros e indígenas. Independente das opiniões contrárias, elas cumprem um papel que é primordial para mim. Pela primeira vez em muito tempo a questão racial foi discutida a sério na esfera pública, nos debates em programas de tv, nas universidades e nas ruas o que evidenciava que havia algo de muito errado em nosso país “livre de preconceitos”, a polêmica gerada pela adoção da medida contribuiu para que o tabu fosse deixado de lado e a discussão viesse à tona. Um dos grandes passos recentes foi a inclusão do ensino da cultura afro-brasileira nas escolas. O acesso a uma disciplina como essa ajuda na formação de uma visão mais ampla de cultura por parte dos alunos. A matéria entrou oficialmente no currículo das escolas a partir de 2003, resta saber se existem profissionais capacitados em número o suficiente para suprir a demanda. Em todo caso já é um alívio saber que perceberam a necessidade de se levantar este tipo de discussão. A lei em questão reza que seriam incluídos estudos sobre a história da África, luta dos negros no Brasil e o papel do negro na formação da identidade nacional. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acho que ainda há muito o que conquistar mas é um passo importante para que os negros brasileiros sejam vistos como indivíduos que ajudaram a construir a visão de mundo de todo um povo e não apenas como figuras passivas cuja maior contribuição foi a mão de obra escrava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5225929624504929068?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5225929624504929068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5225929624504929068' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5225929624504929068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5225929624504929068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/07/desigualdade-e-racismo-no-brasil-eterno.html' title='Desigualdade e Racismo no Brasil: eterno tabu'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4cQVgPUfft4/SIAKX4YhftI/AAAAAAAAABo/hAEhxKlO1JM/s72-c/Escravos_capoeira%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-8376942395955422814</id><published>2008-06-21T18:45:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T20:09:40.094-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roger Deff'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Newton Paiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rejane Ayres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rafael Campos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PUC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone Dutra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Enfim...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SF2v5SOCqHI/AAAAAAAAABg/94wx_RY6Mjs/s1600-h/ampulheta-sangue.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; FLOAT: left; HEIGHT: 263px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214517342243039346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SF2v5SOCqHI/AAAAAAAAABg/94wx_RY6Mjs/s320/ampulheta-sangue.jpg" width="288" height="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enfim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é um daqueles (raros) momentos em que posso me dar ao luxo de escrever simplesmente porque veio a vontade. E há uma boa razão pra isso: a faculdade finalmente está no fim. Fim de uma jornada que pra mim durou cinco anos e meio, desde os dias da Newton Paiva, do pré-vestibular Palmares e, finalmente, a PUC. Da Newton ficaram as lembranças e as amizades que duram até hoje, apesar da convivência de apenas um ano. Grandes amigos como Rejane, Mendel Vilaça, Dúnia Catelli, Clécio Jr (eterno “brô”), entre outros. Da PUC, bons amigos como Rafael campos, Simone Dutra, Rone Cavalier, Marcão e a lista vai longe.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; Me lembro da sensação de ir à faculdade pela primeira vez, eu via naquilo tudo um significado maior, uma oportunidade que deveria ser agarrada pelo simples fato de ser muito mais do que meus pais tiveram ao longo da vida. Sensação boa. Mais tarde tive que me despedir de todos, essa foi uma sensação ruim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois, no Palmares, momento de recomeçar, ali eu me inspirei na vontade de pessoas como dona Cezarina, que aos sessenta anos queria realizar o sonho de cursar psicologia, e ela não queria desistir, então eu também não poderia. Tive o privilégio de conhecer pessoas como o João, que ensinou que um curso superior implica em responsabilidade, e para ele isso significava dar a outros alunos pobres as mesmas oportunidades que ele teve um dia. Em 2004, no meio do ano, lá estava eu na PUC, meio peixe-fora d’água, mas estava lá, pensei comigo “mais quatro anos pela frente”, e o tempo passou. Entre mestres, que servirão de inspiração para o resto da vida, e pessoas que ficarão sempre aqui "no lado esquerdo do peito" (a lista é enorme, boas lembranças, grandes amigos) e outras que apenas passaram por mim, aqui estou, a um passo de realizar aquilo que um dia foi apenas uma idéia: “ser jornalista”. A idéia me agradava (e ainda agrada) não apenas pela vaidade, mas para poder fazer do ofício algo capaz de ajudar as pessoas, assim, pura e simplesmente. Intenções meio “quixotescas”, mas é deste jeito que eu penso, o aprendizado só faz sentido se servir pra melhorar as coisas no mundo. Vi de perto, nos bastidores da “construção” da notícia, o quanto a “verdade” pode ser manipulada. Tanto por interesses quanto por nossos pontos de vista. Acho que é nessa suposta objetividade que reside o trabalho mais difícil do jornalista, e o mais “necessário”. Necessário para que certas mazelas não se perpetuem, difícil porque além de lidar com nosso olhar (que nunca é imparcial) para os fatos do dia –a – dia, ainda é necessário enfrentar um vilão maior que é o interesse comercial das empresas de comunicação, o que muitas vezes compromete a tão apregoada objetividade jornalística. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Além destes "pequenos" obstáculos que condicionam a notícia, há ainda, é claro, o pesadelo do desemprego para muitos recém-formados. Realidade para uma grande parcela de "ex-estudantes". Aquela sensação de incerteza quanto ao futuro profissional, coisa que estou experimentando agora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enfim, o tempo passou, pra mim não tão rápido como alguns dizem. Ainda assim, parece que foi ontem que um bom amigo me incumbiu da missão de “&lt;em&gt;ser alguma coisa que preste na vida&lt;/em&gt;”, e eu tenho tentado, nos acertos e tropeços, decepções e vitórias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Afinal, a gente tá aqui é pra isso, não?!?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Rogério Dias (aka Roger Deff) é jornalista, até que enfim!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-8376942395955422814?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/8376942395955422814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=8376942395955422814' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8376942395955422814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/8376942395955422814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/06/enfim.html' title='Enfim...'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/SF2v5SOCqHI/AAAAAAAAABg/94wx_RY6Mjs/s72-c/ampulheta-sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1439779976196770740</id><published>2008-01-20T08:32:00.000-08:00</published><updated>2008-08-15T12:14:19.959-07:00</updated><title type='text'>Um certo...pedantismo acadêmico</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R5N6so3E9UI/AAAAAAAAABY/ZZQtmabfcbU/s1600-h/beca+para+texto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5157600905570612546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R5N6so3E9UI/AAAAAAAAABY/ZZQtmabfcbU/s320/beca+para+texto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Há poucos dias atrás conversava com alguns amigos sobre este conceito vasto e impreciso de inteligência. E realmente é algo bem discutível, e pouco tem a ver acesso a oportunidades e educação formal, a maior prova disso é a quantidade de impropérios que ouvi durante meu tempo no ambiente acadêmico, diga-se de passagem, ouvi as piores sandices justamente por parte de pessoas que tiveram todo um histórico de vida de acesso e oportunidades financeiras e educacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia ouvi de uma professora universitária que há uma certa dificuldade em lidar com projetos que envolvem jovens de periferia, justamente porque eles tem pouca proximidade com a leitura, ou seja só se dão bem com outros aspectos da comunicação, de preferência os que envolvem imagem. Ouvi aquilo e achei absurdo, não por ser uma “inverdade” mas porque a questão do “pouco hábito de ler” não é um privilégio ( se é que se pode chamar isso de privilégio...) das classes menos favorecidas, é cultural e até onde eu sei os adolescentes de classe média alta são consumidores de imagem e não propriamente de textos, assim como toda a sociedade contemporânea. Por trás da fala da professora a quem me refiro havia um preconceito nítido, e uma ausência de análise medonha. Me assustou perceber que determinados preconceitos estão tão enraizados que são capazes de nublar até constatações óbvias, e atingem até mesmo educadores, o que é mais grave ainda. Há um certo pedantismo por parte de alguns universitários e professores, algo do tipo “somos a elite cultural do país”. Não estou diminuindo a importância do ensino superior, mas é uma ilusão acreditar que passar pela universidade é capaz, por si só, de conferir inteligência, no sentido mais nobre da palavra, ao sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que apenas discussões e acesso a livros (e ter acesso não quer dizer que se entende o que foi lido...) é insuficiente para combater determinados conceitos. Neste caso estamos lidando com a idéia de que os grupos desprivilegiados economicamente são constituídos por sujeitos menos capazes de pensar criticamente, o que nem de longe é verdade. Basta observar as iniciativas de organização por parte de jovens dessas comunidades, e de como eles analizam e interagem com o mundo que os rodeia. São muito mais críticos e questionadores da realidade do que muitos universitários de classe média, o que só vem a atestar o potencial de cada um deles já que vieram de condições de vida muito mais severas. Basta observar grupos como o Afro Reggae no Rio de janeiro, o NUC, do aglomerado Alto Vera Cruz em Belo Horizonte, bem como outros inúmeros exemplos espalhados pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de conhecer pessoas incrivelmente articuladas que nem sequer concluíram o segundo grau, claro que eu nunca imaginei que uma coisa pudesse interferir na outra, mas o fato é que o diploma universitário serve em muitos momentos para que idiotas se sintam posicionados acima dos demais, porque dominam (ás vezes, nem sempre...) a retórica, ou seja, são capazes de repetir besteiras do senso comum utilizando a norma culta da língua portuguesa, o que lhes confere credibilidade. Ou porque um ou outro professor lhes fizeram pensar sobre coisas que sempre lhes deram &lt;strong&gt;preguiça&lt;/strong&gt;, como o lugar de cada um na sociedade etc...e hoje estes conceitos e idéias debatidas em sala de aula são usados em rodas de bate-papo para que aparentem ser mais inteligentes, antenados, engajados e mais conhecedores dos problemas do mundo do que a maioria pobre, favelada, massificada e burra.&lt;br /&gt;Aqui o recurso ao clichê é mais que justificável: “seria engraçado se não fosse trágico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Rogério Dias (ou Roger Deff para os brothers) é vocal do Julgamento, leitor assíduo de Hqs, colaborador da revista Jararaca Alegre, do site Alto falante, estudante de jornalismo nas horas vagas e apresenta um quadro semanal no programa a Hora do Rock.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1439779976196770740?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1439779976196770740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1439779976196770740' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1439779976196770740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1439779976196770740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/01/um-certopedantismo-acadmico.html' title='Um certo...pedantismo acadêmico'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R5N6so3E9UI/AAAAAAAAABY/ZZQtmabfcbU/s72-c/beca+para+texto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-3509135422535255529</id><published>2008-01-11T10:29:00.000-08:00</published><updated>2008-01-11T10:38:50.201-08:00</updated><title type='text'>Guru e seu Jazzmatazz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R4e3kI3E9TI/AAAAAAAAABQ/5vhq9mrJWRY/s1600-h/jazzmatazz1[1].jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5154290130030490930" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 227px" height="262" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R4e3kI3E9TI/AAAAAAAAABQ/5vhq9mrJWRY/s320/jazzmatazz1%5B1%5D.jpeg" width="290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Por Rogério Dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Finalmente tenho em mãos um dos discos mais cultuados dos últimos tempos, justamente pela genialidade do projeto. O cd em questão é o primeiro Jazzmatazz (1993) do rapper norte americano Guru, ou Keith Elam, seu nome de batismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guru, que já debutava na cena através da dupla GangStarr, trabalho em que dividia o palco com o Dj Premier, lançou um dos mais musicais e inovadores discos do hip-hop mundial, que acabou indo além das expectativas e se transformando em um projeto super elogiado e aclamado pelo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que a mistura de jazz com hip-hop fosse alguma novidade, uma vez que nomes como o ótimo Digable Planets, A Tribe Called Quest e US3 já haviam experimentado a fusão e com sucesso, mas Guru conseguiu canalizar as duas energias (hip-hop e jazz) com maestria. O trabalho conseguiu reunir um time de jazzistas renomados, e trazer maior visibilidade a todo aquele movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os gigantes que contribuíram para a empreitada estão personas como o pianista Herbie Hancock, o "Soul man" Isaac Hayes e o trompetista Donald Byrd, uma das maiores autoridades em música Afro americana nos Estados unidos, além N’dea Davenport, vocal dos Brand New Heavis, e o rapper senegalês radicado na França , Mc Solaar na ótima "Le Bien, Le Mal". Uma faixa que também merece destaque especial é a Sights in the City, com participação de Carleen Anderson, metais e elementos eletrônicos em perfeita harmonia, além de ser uma das melhores interpretações de Guru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum lançado há mais de uma década, pode soar meio datado para ouvidos menos acostumados, mas a qualidade continua indiscutível, tanto que este primeiro disco rendeu frutos. Além do sucesso de vendas do álbum e elogios rasgados da crítica especializada, posteriormente vieram mais quatro discos com o selo Jazzmatazz, infelizmente nem todos com a mesma qualidade (o que não quer dizer que sejam discos ruins), mas com participações de gente de peso como as divas Shaka Khan, Mary J. Blidge e Erikah Badu, além de bandas tarimbadas como o Jamiroquai e o The Roots.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um disco indispensável a qualquer um que pretenda entender um pouco sobre hip-hop, ele figura em qualquer lista dos 10 melhores álbuns da década de 90, e é um dos trabalhos capazes de devolver a dignidade ao gênero (coisa cada vez mais rara no meio mainstrean), além de impressionar até aqueles que "torcem o nariz" para o estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último Jazzmatazz foi lançado em 2007 (Jazzmatazz IV - The Hip Hop Jazz Messenger: Back To The Future) saiu pelo selo "7 Grand Records", do próprio Guru, quem assina a produção do álbum é o próprio Mc Solaar, parceiro de Guru desde o início do projeto. Resta saber se este último se mantém fiel ao espírito do primeiro, coisa que não aconteceu com nenhum dos outros discos. Quem puder corra atrás do seu e se conseguir encontrar o primeiro, melhor ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rogério Dias (ou Roger Deff para os brothers) é vocal do Julgamento, leitor assíduo de Hqs, colaborador da revista Jararaca Alegre, estudante de jornalismo nas horas vagas e apresenta um quadro semanal no programa a Hora do Rock.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-3509135422535255529?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/3509135422535255529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=3509135422535255529' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3509135422535255529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/3509135422535255529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2008/01/guru-e-seu-jazzmatazz.html' title='Guru e seu Jazzmatazz'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R4e3kI3E9TI/AAAAAAAAABQ/5vhq9mrJWRY/s72-c/jazzmatazz1%5B1%5D.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-19582539268209592</id><published>2007-12-31T08:33:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T10:51:08.923-08:00</updated><title type='text'>Who whatches  the Watchmen</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R3kdW43E9SI/AAAAAAAAABE/rI_STkbyQ7A/s1600-h/rorshach_badge.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R3kcQI3E9RI/AAAAAAAAAA8/Z2CtD987sR4/s1600-h/watchmen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150178712456852754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 178px; CURSOR: hand; HEIGHT: 274px" height="300" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R3kcQI3E9RI/AAAAAAAAAA8/Z2CtD987sR4/s320/watchmen.jpg" width="196" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Rogério Dias&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Watchmen é o nome de uma graphic novel considerada um verdadeiro marco dos quadrinhos modernos. Foi concebida nos anos oitenta pelo inglês Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons. A premissa básica da história é "o que aconteceria se vigilantes mascarados, os chamados super-heróis, existissem realmente?". Estamos falando de um mundo imaginário em que as pessoas realmente saíram às ruas para combater o crime, usando fantasias e espancando criminosos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É a partir dessa pergunta que Alan Moore desenvolve um roteiro simplesmente impressionante e que influenciaria toda uma geração de artistas de quadrinhos que viriam a seguir.É comum encontrar na internet artigos que associam Watchmen à teoria do caos, que aborda a ligação em rede dos fatos. Isso não é por acaso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste universo realístico, e ao mesmo tempo fantástico, o mundo presencia o surgimento de um super-ser que recebe do próprio governo americano o nome de "Dr Manhattan". Os jornais impressos e noticiários de tv exclamam em alto e bom tom "Superman existe, e é americano". Óbvio que o impacto de um acontecimento assim seria o equivalente à invenção da bomba atômica, reforçando a posição de superpotência dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Há um todo um efeito dominó por conta disso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como resultado os Estados Unidos venceram a guerra do Vietnam sem grandes problemas, Nixon se manteve no poder até meados dos anos 1980 e o famigerado caso Watergate jamais veio à tona. Kennedy foi assassinado, por um vigilante mascarado conhecido como "Comediante", o único, além do Dr Manhattam, com permissão para agir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta realidade o governo americano proibiu todas as atividades de aventureiros mascarados durante os anos 70 (toda a história é ambientada em 1985, com alguns flash’s de outras épocas), o que fez com que toda uma geração de heróis se aposentasse. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A guerra fria entre norte americanos e soviéticos se mantêm tensa, mas o fato de os Estados Unidos "possuírem" o Doutor Manhattan (um homem capaz de alterar estruturas atômicas)lhes dá uma enorme vantagem  sobre a URSS. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Importante lembrar que a história foi escrita num período em que a ameaça de um holocausto nuclear, causado pelo embate entre as duas grandes potências, permeava o imaginário vigente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O roteiro de alan Moore, como não poderia deixar ser, é extremamente complexo e adulto, tendo como um dos pontos fortes o plano de fundo, que explora todo um contexto político e cultural no qual a história se mantém ancorada. A ameaça da guerra é muito mais importante que a trama envolvendo os "super-heróis, e eles estão tão impotantes quanto nós, meros mortais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há toda uma galeria de tipos fantasiados, cada qual com características que os aproximam de alguns personagens clássicos das HQS.&lt;br /&gt;Rorschach, por exemplo, é o nome de um vigilante que seria uma versão aproximada do Batman com o Questão (este último menos famoso, personagem da extinta editora Charlton Comics que acabou incorporada pela DC Comics, do grupo Warner). Este vigilante é um sociopata que combate o crime utilizando métodos nada ortodoxos, e um dos únicos a agir livremente mesmo sem a aprovação da lei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto os heróis não são exatamente arquétipos de perfeição e moralidade. Os protagonistas são muitas vezes racistas, fascistas, e alguns tem opções sexuais que se chocam com os valores conservadores da sociedade oitentista, fugindo totalmente do modelo clássico do herói moral e fisicamente "perfeito". Além diiso, suas ações são motivadas por razões como auto-promoção e notoriedade. Nada de motivações nobres como "livrar o mundo da maldade e tirania", o discurso aqui é muito mais honesto. Na história as pessoas têm mais razões para temê-los do que para nutrir algum tipo de admiração por eles.&lt;br /&gt;A luta do "bem contra o mal" não é algo tão simples quanto deveria, e nem se trata de um universo assim tão maniqueísta, o que torna a obra tão fascinante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A narrativa é cinematográfica, tanto os textos de Moore quanto as ilustrações de Gibbons dão o clima perfeito ao enredo. A exemplo da abertura clássica da história, em que presenciamos o assassinato de um dos personagens em flashback. A cena vertiginosa é digna de qualquer grande obra de Alfred Hitchcock, com todo aquele suspense e clima detevivescos.&lt;br /&gt;Uma boa razão para voltar a falar dessa maxi-série é o fato de os personagens finalmente ganharem representações de carne e osso no cinema. O filme está sendo produzido pela Warner e dirigido por Zack Snyder (300). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora Alan Moore costume criticar as adaptações de suas obras para o cinema o filme em questão parece estar indo pelo caminho certo, tanto que o próprio Dave Gibbons (desenhista) deu sua benção ao projeto após ter visto de perto o que estão fazendo por lá. Acredito que mesmo Moore, que tem o hábito de torcer o nariz até para adaptações interessantes como "V de Vingança" (2005), vá gostar do resultado. Em todo caso é aguardar e conferir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rogério Dias (ou Roger Deff para os amigos) é colaborador da revista Jararaca Alegre, do site do programa Alto Falante, vocal do Julgamento, leitor assíduo de HQs e estudante de jornalismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-19582539268209592?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/19582539268209592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=19582539268209592' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/19582539268209592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/19582539268209592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2007/12/who-whatches-watchmen.html' title='Who whatches  the Watchmen'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/R3kcQI3E9RI/AAAAAAAAAA8/Z2CtD987sR4/s72-c/watchmen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-5404441102415853375</id><published>2007-11-13T17:36:00.000-08:00</published><updated>2008-03-16T19:40:58.482-07:00</updated><title type='text'>Quando a sociedade sente-se vingada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/RzpTGjNShwI/AAAAAAAAAAs/60jJvMBpF3w/s1600-h/tropa-de-elite02t.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5132506097337403138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="105" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/RzpTGjNShwI/AAAAAAAAAAs/60jJvMBpF3w/s320/tropa-de-elite02t.jpg" width="160" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Rogério Dias&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tropa de Elite tornou-se um dos maiores sucessos comerciais do cinema brasileiro, ganhador recente do Urso de Ouro em Bérlim, além de ser a grande vedete dos debates, tanto acadêmicos quanto aqueles gerados em rodas de botequim. O filme dirigido por José Padilha, que agora tem motivos de sobra para sorrir, aborda a rotina do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Tropa de Elite é narrado por um capitão do BOPE, Roberto Nascimento, personagem de Wagner Moura. Acompanhamos toda a violência da guerra entre Policiais e traficantes através da ótica, obviamente parcial, de um oficial da polícia.&lt;br /&gt;O filme apresenta um viés ideológico perigoso ao dar ares de heroísmo às ações policiais mostradas no filme, o que provocou críticas ferrenhas por parte da imprensa alemã e norte-americana. Entretanto é importante observar o trabalho com um pouco mais de atenção.&lt;br /&gt;Em vários momentos o capitão justifica a ação truculenta da polícia nas favelas do Rio como um ato necessário já que eles estão em uma guerra em que o BOPE é a única fronteira entre os “bandidos” e os “cidadãos de bem”. Para tanto é válido invadir barracões semi-acabados sem mandado (o que não diminuiria a violência do ato) e desrespeitar qualquer direito individual que estes moradores por ventura possuam. É exatamente essa a política de repressão que o governo do Rio utiliza hoje, sob o pretexto de ser a única forma de combater o crime organizado. Nessa assim chamada “guerra”, morreram pessoas inocentes, vítimas da ação policial também. Quando o cinema nos mostra homens fardados invadindo o cenário nada convidativo das favelas o que vemos são “heróis” se preparando para o combate em um território em que, a priori, todos são suspeitos pela sua própria condição de pobreza, e se todos são suspeitos devem ser tratados como tal. É assim que agem os policiais apresentados no filme (os da vida real também, em grande parte). As pessoas entenderam o capitão Nascimento como uma espécie de herói, justamente por que ele personifica tudo que o cidadão comum de classe média gostaria que fosse feito. As soluções fáceis e diretas para o problema da violência são as mesmas apresentadas por políticos populistas, cuja ação consiste em invadir lugares desprivilegiados e tratar cidadãos comuns como bandidos. O crime deve ser combatido, afirmação óbvia, mas as pessoas ficariam chocadas se ao invés de barracos a polícia invadisse apartamentos e casas de famílias de classe média com a mesma violência mostrada no filme.&lt;br /&gt;O senso comum faz com que moradores de favela pareçam menos humanos e, portanto, dignos de um tratamento menos respeitoso. Ouvi pessoas dizendo que concordavam com as ações do capitão Nascimento e que aqueles eram métodos necessários para proteger as pessoas de bem. A pergunta que se coloca é se os favelados agredidos e abordados de forma totalmente errada pelos policiais não seriam pessoas "de bem". Dizer que isso acontece por que a favela é reduto de traficantes não é suficiente. Até porque existe tráfico em lugares como universidades (como também é mostrado no filme), raves e outros bailes situados em regiões mais privilegiadas. Nenhum destes lugares presencia a ação violenta dos policiais, por que são freqüentados e habitados por pessoas de “boa índole”. Tropa de Elite funciona como uma espécie de termômetro do preconceito que a sociedade nutre em relação aos menos privilegiados. Mas o filme não tende ao maniqueísmo, ele demonstra claramente que mesmo um policial honesto pode, em muitos momentos, recorrer aos métodos mais questionáveis para realizar o que considera correto, em uma guerra em que o inimigo tem endereço, aparência e tipos físicos bem definidos. O problema reside justamente na leitura que foi feita dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Rogério Dias (ou Roger Deff) é vocal do Julgamento, leitor assíduo de Hqs, colaborador da revista Jararaca Alegre, estudante de jornalismo nas horas vagas e apresenta um quadro semanal no programa a Hora do Rock.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-5404441102415853375?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/5404441102415853375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=5404441102415853375' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5404441102415853375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/5404441102415853375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2007/11/quando-sociedade-sente-se-vingada-por.html' title='Quando a sociedade sente-se vingada'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/RzpTGjNShwI/AAAAAAAAAAs/60jJvMBpF3w/s72-c/tropa-de-elite02t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-1511178297748565735</id><published>2007-10-14T19:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T20:14:22.765-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos humanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pedro Marcos Mendes Pinto'/><title type='text'>Até qualquer dia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um ano atrás o mundo perdia Pedro Marcos Mendes Pinto. Não sei se lamento “pelo mundo”, por não ter a menor noção do quanto esse ser humano contribuiu para que este planeta se tornasse um lugar melhor, ou por nós, amigos que tivemos o prazer de conhecê-lo e hoje sentimos imensamente sua falta.&lt;br /&gt;Pedrão era para mim uma espécie de “herói anônimo”. Um voluntário incansável da Anistia Internacional, um defensor dos direitos individuais. Mas além de tudo isso, Pedrão era meu grande amigo, e ficou um espaço vago, aqui do lado esquerdo, depois de sua partida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguém disse, na ocasião de sua morte, que ele veio ao mundo para nos inspirar. Nos fazer mostrar o que temos de melhor, ou pelo menos fazer com que tentássemos ser um pouco mais do que nossa natureza mesquinha permite.&lt;br /&gt;Recebi a notícia, naquela manhã de 19 de Outubro de 2006, coincidentemente meu aniversário.&lt;br /&gt;No dia seguinte escrevi o texto abaixo, e enviei a todos que o conheciam, ou tinha algum tipo de contato. Era minha tentativa de prestar uma última homenagem ao amigo, de fazê-lo saber o quanto era especial pra gente.&lt;br /&gt;Abaixo o e-mail que escrevi, ainda emocionado, numa espécie de “último bate-papo”.&lt;br /&gt;Até qualquer dia Pedrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Cadê a luz meu brother?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brother meu, brother meu...&lt;br /&gt;Cê nem imagina a falta que cê tá fazendo neste mundo conturbado e louco.&lt;br /&gt;Cheio de gente bitolada e obtusa. Gente preconceituosa preocupada em adequar o mundo às suas normas morais hipócritas.&lt;br /&gt;Tô ficando meio de saco cheio disso.&lt;br /&gt;Acho que você também estava. Uma vez você me falou do significado daquele símbolo da Anistia.&lt;br /&gt;Uma vela, apenas uma vela, cuja pretenção, segundo você, nunca foi iluminar a história toda, apenas ser uma luz singela, mas persistente mostrando a quem quer que fosse que, apesar de tudo, tem gente que se importa.&lt;br /&gt;Existe uma pequena luz indicando que em meio às trevas da truculência, do autoritarismo e do preconceito existem pessoas que pensam além do próprio umbigo.&lt;br /&gt;Brother meu, fiquei mais sozinho sem você aqui. O mundo ficou mais triste, mesmo que a maioria das pessoas não saiba.&lt;br /&gt;Um humanista a menos.&lt;br /&gt;Uma centelha a menos pra ajudar a manter aquela chama acesa.&lt;br /&gt;Roubando as palavras do José Arbex, você foi um dos poucos capaz de dignificar o termo "humanidade".&lt;br /&gt;Orgulho e privilégio de ter sido seu contemporâneo, acima de tudo, de ter sido seu irmão.&lt;br /&gt;Você se foi meu brother, mas a sua essência permanece, tá bem viva em cada um que te conheceu.&lt;br /&gt;Você veio ao mundo pra deixar um exemplo, e eu aprendi.&lt;br /&gt;Aprendi que o que dá sentido à vida é a luta pela preservação da mesma, aprendi que só aprendemos para ensinar alguma coisa boa ao próximo.&lt;br /&gt;Você veio, deu sua contribuição anônima e se foi. Um herói anônimo.&lt;br /&gt;Nós continuamos aqui, meu brother, em meio a guerras, conflitos e gente muito medíocre preocupada em rotular "bons e maus" exercitando seu egocentrismo exacerbado e passando a cartilha adiante...&lt;br /&gt;Me dá desanimo pensar nisso, mas não foi isso que você fez. Pelo contrário, preferiu fazer alguma diferença e dormir sabendo que, apesar de tudo, você fez sua parte. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É por causa de gente como você que a gente não se acovarda. É por causa de gente assim, que o mundo não vai de vez para o buraco,&lt;br /&gt;É só porque conheci gente como você que eu ainda acredito em alguma coisa. Tem esperança sim.&lt;br /&gt;Ainda tem gente mais preocupada em realizar algo pelo bem coletivo do que em provar suas "verdades"...&lt;br /&gt;Mas disso você já sabe. Sua missão tá cumprida, passou a bola pra frente.&lt;br /&gt;E sua estadia curta aqui ajudou a fazer deste um lugar melhor para se viver.&lt;br /&gt;Viver sem medo. É nisso que você acreditava, não é mesmo?&lt;br /&gt;Só não dá pra te dizer adeus meu irmão, nem se eu quizesse, você é, e será sempre o exemplo mais intenso pra mim. Exemplo de que nós fazemos diferença.&lt;br /&gt;Você tá aqui, em cada palavra, em cada idéia deste texto e vai estar sempre, toda vez que alguém neste planeta lutar e gritar por justiça,&lt;br /&gt;liberdade e igualdade.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;"...porque uma coisa é violar os direitos humanos no anonimato, outra coisa é fazer isso quando as pessoas começam a agir " - Pedro Marcos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-1511178297748565735?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/1511178297748565735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=1511178297748565735' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1511178297748565735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/1511178297748565735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2007/10/at-qualquer-dia.html' title='Até qualquer dia'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-786117746126394418.post-4322203464047626539</id><published>2007-07-24T08:27:00.000-07:00</published><updated>2008-01-04T19:09:04.457-08:00</updated><title type='text'>Termo em discussão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um bate papo com meu amigo Guilherme Gonser, sujeito engajado da cena musical/independente de Belo Horizonte, discutimos um pouco sobre o conceito de "música independente".&lt;br /&gt;Eu tinha bem claro para mim que o termo deveria se aplicar apenas ao pessoal que estivesse fora do “esquemão” das grandes gravadoras, enfim, àqueles que dependem única e exclusivamente dos próprios recursos para produzir o seu trabalho artístico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repensei essa idéia depois que o Guilherme me mostrou o piloto de um programa de rádio, que ele está desenvolvendo, cujo tema central é justamente o assunto em pauta neste texto. No programa, duas figuras importantes do cenário músical em Minas discutiam o assunto:&lt;br /&gt;Um deles é o Leandro Ferrari, músico que conhece de perto a indústria mainstrean e o Claudão, dono do bar “A obra”, um dos principais redutos da cena independente de BH (e do Brasil, sem exageros). O Claudão definiu o termo de uma forma que eu não havia pensado antes. Para ele o artista pode ser considerado independente desde que realize a concepção do seu trabalho de uma forma autônoma, sem forçar a barra para se encaixar no mercado, e isso pode ocorrer mesmo estando em um grande selo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definir o termo a partir daí abre parâmetros mais amplos e precisos de avaliação, já que o importante é a forma do trabalho realizado, e não os meios de distribuição e divulgação, pelo menos é assim que eu enxergo a coisa.&lt;br /&gt;Alguns exemplos clássicos: Chico Science e Nação Zumbi estavam na Sony durante os anos 90, e nem por isso deixaram de realizar seus trabalhos da maneira que achavam correta. Tem ainda, Marcelo D2 e cia, nos bons tempos do Planet Hemp, e o que dizer então do Cordel do Fogo Encantado? Gosto de pensar na independência por este lado da postura do artista em “brigar” por sua liberdade criativa. Por outro lado, é pertinente indagar até que ponto essa “liberdade criativa” é possível quando se está irremediavelmente atrelado ao mercado da música. Mesmo olhando a coisa a partir desta ótica, considero as observações do Claudão muito válidas. Noto hoje que muitos selos perceberam que dar liberdade ao artista é algo que pode ser perfeitamente colaborativo para o sucesso comercial da empreitada, e não um impecílio como se imagina comumente. A lição partiu dos próprios artistas e selos independentes que vêm surgindo nos últimos tempos. A gravadora Trama, de João Marcelo Bôscoli foi o primeiro selo independente do Brasil a conseguir uma colocação firme no mercado fonográfico. Não cabe aqui discutir os fatores que influenciaram no resultado positivo do selo, o importante é perceber o quanto vêm se tornando cada vez mais viável a produção de uma música compromissada única e exclusivamente com a arte em si e com o público (não necessariamente com a massa). A própria forma de “consumir” música hoje em dia contribui para essa reconfiguração. A possibilidade de os artistas divulgarem seus trabalhos através da web fez com que as gravadoras perdessem o posto privilegiado que ocupavam em outros tempos, quando constituíam a única possibilidade de escoamento para a produção musical.&lt;br /&gt;Enfim, os tempos mudaram e ser “independente” não é mais uma questão de estar alijado do grande mercado fonográfico, trata-se de uma determinada postura, uma forma de encarar e construir o trabalho de uma maneira que se possa chamar de “autêntica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rogério Dias é estudante de jornalismo e colaborador da revista de humor e cultura “Jararaca Alegre” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/786117746126394418-4322203464047626539?l=nofocoemdebate.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/feeds/4322203464047626539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=786117746126394418&amp;postID=4322203464047626539' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/4322203464047626539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/786117746126394418/posts/default/4322203464047626539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://nofocoemdebate.blogspot.com/2007/07/termo-em-discusso.html' title='Termo em discussão'/><author><name>Rogério Dias (aka Roger Deff)</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09152346633625811024</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_4cQVgPUfft4/ShDgn1DEm6I/AAAAAAAAADE/eyw26JBz4wo/S220/roger++desenho.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
